Esta conferência, realizada pela Câmara Municipal do Sal, em parceria com o Núcleo PsicoSal – grupo constituído por psicólogos da ilha do Sal -, teve como propósito despertar a atenção das pessoas em relação aos comportamentos de risco no local de trabalho e no meio social.

O evento contou com um Salão Nobre bem composto, bastante participativo, destacando-se da assistência alunos e alunas do 11º e 12º anos, do Colégio Letrinha e do Complexo Educativo de Santa Maria.

Wanderleya Nascimento, que discorria sobre o tema “Violência baseada no género e feminicídio”, mostrou quem é considerado vítima, o que diz a lei sobre VBG, conceito de feminicídio, entre outras reflexões.

“A mulher não pode nem deve subjugar-se ao homem nem a ninguém. A mulher pode tudo. É independente, trabalha”, exteriorizou, lembrando o que é VBG, ao mesmo tempo que apelava aos homens a também fazerem denúncia, a não se sentirem diminuídos, já que essa lei é para todos.

Wanderleya Nascimento observou, todavia, que em todas as relações humanas há situações de conflito, mas nem sempre, disse, constituem violência baseada no género.

“Entre os casais podem surgir discussões, conflitos conjugais, mas nem sempre chegam a consubstanciar a violência baseada no género”, disse, aclarando que a lei VBG, no seu artigo 3º, considera violência baseada no género não só violência física, como psicológica, sexual, a violência patrimonial e o assédio sexual.

“Qualquer pessoa pode ser considerada vítima de violência baseada no género (…), a mulher, o homem e crianças”, referiu, desafiando o homem a procurar as autoridades, caso passar por situações de VBG, já que a lei é para todos.

A conferencista conclui apelando a um e outro a não se sujeitarem a nenhum tipo de agressão, violência baseada no género.

Quanto ao feminicídio esclareceu, finalizando, que significa perseguição e morte intencional de pessoas do sexo feminino, marcados pela desigualdade de género, classificado como um crime hediondo em vários partes do mundo.

Exemplificou que, agressões físicas e psicológicas, como o abuso ou assédio sexual, estupro, escravidão sexual, tortura, mutilação genital, negação de alimentos e maternidade, espancamentos, entre outras formas de violência que gerem a morte da mulher podem configurar, o femenicídio.

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