Pelo menos 200 pessoas continuam hospitalizadas. A tragédia aconteceu menos de duas semanas depois de um caso idêntico que provocou 99 mortes no norte do país.

O balanço da tragédia na sequência do consumo de álcool adulterado subiu para 85 mortos no distrito de Golaghat e 71 no distrito vizinho de Jorhat, no estado de Assam, anunciaram as autoridades locais.

"Dez pessoas foram detidas. Enviamos mostras do líquido a um laboratório forense e esperamos o relatório", afirmou à AFP o comandante de polícia Mukesh Agarwala.

As vítimas começaram a apresentar sintomas na quinta-feira à noite, depois de consumir álcool produzido clandestinamente.

Muitas pessoas intoxicadas, incluindo várias mulheres, trabalhavam em plantações de chá da região.

Sintomas fortes

Os médicos informaram que as vítimas foram hospitalizadas com fortes vómitos, falta de ar e com dores intensas no peito.

O governador do estado de Assam, Sarbananda Sonowal, ordenou uma investigação. A polícia anunciou no sábado as detenções de um homem que vendia álcool adulterado e de dois fiscais do distrito que não adotaram as medidas adequadas antes da comercialização da bebida.

No início do mês, 99 pessoas morreram em um fim de semana, vítimas bebida alcoólica adulterada e muitas outras foram hospitalizadas numa região entre os estados de Uttar Pradesh e Uttarakhand (norte), a 150 km da capital Nova Déli.

A polícia iniciou na ocasião uma grande operação contra as destilarias clandestinas.

Metanol, um composto tóxico e potente

Centenas de indianos pobres morrem anualmente vítimas do consumo de bebidas adulteradas. Os contrabandistas adicionam com frequência metanol - um composto muito tóxico às vezes utilizado como anticongelante - na mistura.

Dos 5 mil milhões de litros de bebidas alcoólicas consumidas por ano na Índia quase 40% são produzidos ilegalmente, segundo a International Spirits and Wine Association of India.

Vários estados indianos proibiram a venda de bebida alcoólica ou anunciaram a intenção de adotar a medida. As vozes mais críticas a este tipo de veto afirmam que isto apenas aumenta a produção e venda de álcool fora de controlo.

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