Em declarações à imprensa, António Dinis Gomes, médico responsável, avançou que o cidadão apresenta-se assintomático, ou seja, sem sintomas da doença, e está por isso em quarentena domiciliar, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

Conforme explicou, este seguimento será feito todos os dias, “via telefone”, uma vez que o suspeito não é obrigado a dirigir-se ao hospital, para evitar contacto com as pessoas.

Segundo informou, o cidadão, residente em São Nicolau, esteve nas últimas duas semanas em locais de “alto risco”, tendo seguido para as Canárias e Piemonte, em Itália, onde permaneceu uma semana cada, tendo depois percorrido fronteiras que já estavam encerradas como França e Portugal, tendo chegado a Cabo Verde, onde permaneceu dois dias em São Vicente antes de partir para São Nicolau.

O alerta, segundo a mesma fonte, foi dado pelos familiares que colaboraram com o serviço nacional de saúde que, entretanto, accionaram as medidas necessárias para o receber desde São Vicente até chegar a São Nicolau, em total isolamento.

Questionado sobre as preparações das condições sanitárias para receber possíveis casos suspeitos ou confirmados de coronavírus na ilha, este respondeu que estão sendo criadas condições “extra hospitalares”, dado a circulação de pessoas no hospital.

Conforme disse, foram encontradas dois espaços que serão equipados com camas, oxigénio, entre outros, para poder responder a casos suspeitos ou confirmados de coronavírus.

No Tarrafal, o Liceu Velho e a antiga esquadra de polícia são apontados como possíveis locais. Na Ribeira Brava, o delegado da Saúde, Èlvio Pereira, garantiu à Rádio Comunitária que a “delegacia de saúde local já tem montada uma equipa, bem como equipamentos e um espaço reservado para o isolamento de doentes, caso venha a ocorrer casos suspeitos do coronavírus na ilha”.

Os serviços de saúde na ilha já criaram grupos de trabalho que vão apostar na prevenção e sensibilização da população com informações adequadas.

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