“Nesse momento, assim como tem estado a acontecer por todo o país, o cancro é a segunda causa de morte em Santa Catarina. A primeira causa de morte é AVC (acidente vascular cerebral) e a segunda é o cancro e temos quase todo tipo de cancro (mama, colo do útero, próstata, intestino e estômago”, precisou Elisângela Tavares.

Esta responsável de Saúde, falava à imprensa após a “Marcha Rosa” que percorreu as principais artérias da cidade de Assomada e que aconteceu em simultâneo em outros municípios do país no âmbito das comemorações do “Outubro Rosa”, que contou com uma boa participação de mulheres e mais uma vez com fraca adesão dos homens.

Segundo a médica, o cancro da mama, do colo do útero e da próstata estão entre os primeiros tipos de cancro, seguindo-se do de intestino e estômago que também, conforme avançou, têm registado um número elevado em Santa Catarina.

Relativamente ao cancro que afecta as mulheres, informou que têm registado um número elevado de cancro de colo de útero e mama, declarando que o de colo de útero é o que faz “mais óbito”.

Na ocasião, esta responsável de Saúde lembrou que a Delegacia de Saúde de Santa Catarina tem apostado na prevenção, com destaque para campanhas de prevenção/sensibilização, palestras nas comunidades e escolas e que, ainda a nível do Centro de Saúde Reprodutiva, se tem desenvolvido um trabalho dedicado exclusivamente ao cancro.

Referiu ainda que aquele estabelecimento de Saúde tem estado a fazer alguns rastreios a nível do Hospital Regional Santiago Norte, Santa Rita Vieira, e do Centro de Saúde Reprodutiva, com vista a diagnosticar a doença na fase inicial para que se possa fazer alguma coisa.

Apesar do pouco engajamento dos homens santa-catarinenses nessa luta, destacou os “poucos” que têm participado nas actividades, lembrando-os que cancro de mama não atinge só as mulheres, mas que também atinge os homens.

Aliás, alertou que o cancro de mama mata mais rápido nos homens que nas mulheres, isto porque, sustentou como eles não estão atentos, quando vão sentir qualquer coisa a doença vai estar em estado avançado.

Nesse sentido, assim como as mulheres aconselhou os homens a fazer as consultas de controlo pelo menos uma vez por ano e rastreio para que possam lutar na prevenção e não para deixarem até quando adoecerem.

Por sua vez, o vice-presidente da Associação Cabo-verdiano de Luta Contra Cancro, António Pedro Delegado, destacou a “boa adesão”, sobretudo dos jovens na “Marcha Rosa” em Santa Catarina, cujo município recebeu o acto central da região Santiago Norte.

É que, segundo ele, nessa luta de prevenção contra o cancro têm que semear no meio de todas as pessoas, mas sobretudo no meio dos jovens para que se “possa nascer e reproduzir” para frente.

Este responsável informou que assim como se fez em “Outubro Rosa, Mês de luta contra cancro de Mama e Colo de Útero” que no “Novembro Azul, Mês de luta contra cancro de próstata” que a ACLC vai, igualmente, organizar uma marcha a nível nacional para “levar este abraço solidário ao país” nessa luta.

Em Santa Catarina, além da “Marcha Rosa” que encerra as actividades de “Outubro Rosa”, foi realizada uma sessão de ginástica na Praça Central de Assomada.

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