O alerta é de Carolina Leite, representante da OMS no fórum, em declarações à imprensa, à margem do ateliê de restituição da avaliação da qualidade dos cuidados obstétricos, neonatais e infantis em Cabo Verde, que teve lugar na cidade da Praia.

“O próprio objectivo três do Desenvolvimento Sustentável chama essa atenção à Era da Mudança. Se observamos bem, vimos que os indicadores da saúde chegaram a um determinado momento que ficaram tipo estagnados”, disse, sublinhado, por outro lado, a necessidade de se investir nas infra-estruturas e recursos humanos.

Para se ter a mudança que se quer dentro do Objectivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS), em que a própria OMS preconiza cobertura universal da saúde, sustentou, é preciso haver uma cobertura “com qualidade”.

Cabo Verde, segundo Carolina Leite, tem “apostado muito” na atenção às mulheres e crianças, “tendo estado bem”, mas, afirmou, é preciso admitir que “desafios não faltam”.

Para a representante da UNFAP e UNICEF, Paula Maximiniano, com os resultados apresentados o país vai poder identificar onde está, que ganhos obteve, o que ainda falta fazer e onde estão as fragilidades.

“Estamos convictos que quando analisarmos os resultados preliminares, vamos poder identificar as intervenções estratégicas e mais focalizadas que poderão contribuir para a redução das disparidades que existem ainda nas ilhas, concelhos e estruturas de saúde para podermos não deixar ninguém para trás”, sustentou.

Enquanto representante de dois escritórios da ONU no país, Paula Maximiniano reiterou o interesse e disponibilidade dos serviços em continuar a colaborar com o Ministério da Saúde nos esforços para a consecução dos objectivos nacionais e sustentáveis.

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