“Dos oito casos registados, sete têm sintomatologia leve e um não tem sintomatologia. Todos estão em isolamento domiciliar”, declarou Rosa Marlene, falando durante a conferência de imprensa de atualização de dados sobre a COVID-19 no país.

Dos novos casos, seis foram registados na cidade de Maputo, um na província de Maputo e outro em Cabo DelgadO.

“São todos cidadãos moçambicanos, um dos quais regressou há pouco tempo da África do Sul”, declarou Rosa Marlene, acrescentando que, neste momento, decorre o mapeamento dos contactos dos novos doentes.

Do total de 145 casos já registados no país, 85 estão na província de Cabo Delgado, 36 na cidade de Maputo, 12 na província de Maputo, oito em Sofala, um em Manica, dois em Inhambane e um em Tete.

As autoridades de saúde registaram um total de 46 pessoas recuperadas e não têm registo de óbitos resultantes da doença.

No total, desde o anúncio do primeiro caso no país, a 22 de março, foram feitos 6.272 testes, rastreadas 700.580 pessoas e 14.557 submetidos a quarentena, dos quais 1.900 continuam a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, admitiu na sexta-feira tomar medidas mais duras no âmbito do estado de emergência para prevenção da COVID-19, se persistir o incumprimento de algumas restrições, nomeadamente, se os níveis de circulação interna continuarem altos.

O estado de emergência vigora desde 1 de abril, tendo sido decretado até final daquele mês e depois estendido até ao final de maio.

“Os próximos 15 dias são decisivos para determinarmos qual será a nossa forma de estar depois desta segunda etapa”, disse ainda, garantindo que “ainda não é momento para relaxar as medidas”, concluiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 315.000 mortos e infetou mais de 4,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.032 casos e quatro mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (522 casos e seis mortos), Cabo Verde (328 casos e três mortes), São Tomé e Príncipe (240 casos e sete mortos), Moçambique (145 casos) e Angola (48 infetados e dois mortos).

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com mais de 16.100 mortes e mais de 241 mil infeções.

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