O foco foi registado numa fazenda de Landhorst, sudeste do país, informou o ministério da Saúde em um comunicado. Esta é a mesma região na qual outras 17 quintas apresentaram casos de contaminação pelo vírus.

"A infeção foi descoberta porque os visons mostravam sintomas da doença e os responsáveis tiveram que reportar", afirmou o ministério.

O local, que tem mais de 4.300 animais, será desinfetado "o mais rapidamente possível".

A Holanda registou até agora mais de 50.000 casos do novo coronavírus, com 6.100 mortes, de acordo com dados oficiais.

Criações encerradas

No final de abril, as autoridades encerraram duas criações de visons no sul da Holanda depois de descobrirem que havia animais infetados com o coronavírus SARS-CoV-2. Os cientistas compararam o código genético do vírus encontrado nos visons com o de um paciente e criaram a "árvore genealógica" para rastrear a mutação, explicou a ministra da Agricultura holandesa, Carola Schouten, numa carta enviada ao Parlamento.

Os resultados levaram à conclusão de que "é possível que um dos funcionários tenha sido contaminado pelos visons", segundo Schouten.

A ministra minimizou o medo de que haja outros casos de contágio de animal para homem e explicou que as amostras de ar e partículas de poeira analisadas fora dos locais onde os visons são mantidos não continham traços do vírus.

O governo, no entanto, adotou novas medidas e proibiu, por exemplo, visitas a quintas onde houve casos de contaminação.

A criação de visons para a comercialização de peles é um tema polémico na Holanda. Em 2016, a instância judicial mais importante do país ordenou o encerramento desta indústria até 2024.

Morcegos, a fonte primária da doença?

A grande maioria dos investigadores concorda que o novo coronavírus SARS-CoV-2 - a causa da pandemia - provavelmente teve origem em morcegos, apesar de acreditarem que foi transmitido para outra espécie, ainda não determinada, antes de infetar seres humanos.

Esta é a peça-chave do quebra-cabeças que a comunidade científica internacional e a OMS esperam decifrar: entender melhor o que aconteceu e, assim, poder concentrar-se em melhorar as práticas de prevenção para evitar uma nova pandemia.

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