Para o mês de outubro, a direção clínica do São Francisco de Assis elaborou um programa formativo para a capacitação dos técnicos na abordagem de casos suspeitos de cancro em todas as estruturas de saúde da região sanitária Fogo/Brava.

Além desta ação, o hospital tem programado deslocações às comunidades para alertar a população sobre esta problemática, disse o director, notando que se trata de um processo e procedimento que os profissionais fazem de forma corrente, mas há ainda muitas barreiras por parte de algum segmento da população em aceitar a problemática ligada à doença oncológica que devasta o paciente quer do ponto de vista psíquico como físico.

Superficialmente, afirma o diretor do hospital, a barreira é maior entre os homens do que nas mulheres, porque, segundo explica, as mulheres aparecem mais nas estruturas de saúde, mas grande parte dos homens tem este receio.

Evandro Monteiro alerta à população porque, afirmou, “estranhamente” estão a ter casos nas pessoas cada vez mais jovens e com “muita gravidade”, e só no mês de Setembro detectaram quatro casos no serviço de cirurgia do hospital em estado avançado e são situações que dramatizam até o próprio profissional.

Questionado sobre a comissão para a criação de uma associação de luta contra o cancro, este disse que a ausência de alguns membros “importantes” dificultou a criação da associação, indicando que se está no processo para a reactivação da comissão com recrutamento e sensibilização de novas pessoas no sentido de fazer vingar a ideia de associação.

Tudo isso, explica, exige o engajamento de pessoas porque há pacientes e é necessário fazer o percurso recomendado a nível nacional, observando que “há situações onde a associação pode apoiar, sobretudo na prevenção, serviço domiciliar e comparticipação em alguma coisa com os pacientes com situações sociais complicadas”.

Evandro Monteiro, disse acreditar que a associação teria, em articulação com outras estruturas, um “papel determinante” no combate ao cancro.