Os novos quatro casos, de transmissão local, foram identificados na cerca sanitária do bairro Hoji-Ya-Henda, em Luanda, onde reside o “caso 31″, um cidadão da Guiné-Conacri que regressou de Portugal em 17 de março.

Trata-se de duas mulheres, de 25 e 49 anos, e dois homens, de 16 e 35 anos.

Assim, e tendo em conta os dados das últimas 24 horas, Angola conta atualmente com 77 infetados pelo novo coronavírus, dos quais 18 recuperaram, 55 doentes estão ativos, um dos quais requerendo “atenção especial”, e quatro resultaram em óbitos.

Das mais de 10 mil amostras colhidas, 8.195 resultaram negativas, 77 positivas e as restantes estão em processamento.

Em quarentena institucional continuam 1.070 pessoas, foram investigados 453 casos suspeitos e 1.132 contactos estão sob vigilância.

Franco Mufinda adiantou ainda que está previsto, para sexta-feira à tarde, o levantamento do cordão sanitário do Futungo de Belas, outro bairro de Luanda associado a casos de transmissão local, relacionados com o “caso 26″.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.195 casos e oito mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (1.043 casos e 12 mortos), Cabo Verde (390 casos e quatro mortes), São Tomé e Príncipe (458 casos e 12 mortos), Moçambique (233 casos e dois mortos) e Angola (77 infetados e quatro mortos).

Em África, há 3.696 mortos confirmados em mais de 124 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 355 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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