“Houve sim, uma diminuição de “stock” devido a início das férias e do Verão, aumento da população sexualmente activa no país e da realização de festivais”, sublinhou a responsável, assegurando que em algumas estruturas registaram essa diminuição.

Miriam Delgado reagia assim, em declarações à Inforpress, às informações que dão conta de rotura de “stock” de anticoncepcionais, nomeadamente preservativos e pílulas, em alguns estabelecimentos de saúde na Cidade da Praia e no interior de Santiago.

A farmacêutica adiantou que é uma “situação previsível e habitual”, que acontece, normalmente nos meses de Junho e Dezembro, devido ao aumento de emigrantes no país, mas que, mesmo assim, a distribuição dos anticoncepcionais não é feita de forma racionalizada.

Miriam Delgado, que é também responsável do Depósito Central de Medicamentos, adiantou que neste momento a situação está normalizada e que todas as estruturas de saúde já dispõem dos anticoncepcionais em “stock”.

“Devido a falta de transportes marítimos, as outras ilhas têm maior dificuldade em receber os medicamentos. Normalmente, em Santiago, quando houver diminuição de “stock”, as estruturas de saúde ou delegacias podem recorrer uma a outra uma vez têm parcerias que lhes permitem colaborar neste aspecto”, afiançou.

Por outro lado, Miriam Delgado esclareceu que cada estrutura de saúde faz o seu pedido consoante for a saída e o número de demanda.