A campanha, a ser implementada em parceria com a Ordem dos Farmacêuticos de Cabo Verde, a Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac), as farmácias de todo o país, a Polícia Nacional e o PNUD, segundo a presidente do ICIE, Rosana Almeida, em declarações à Inforpress, enquadra-se na campanha “Bu Ka Sta Bó So” (não estás sozinha), um sistema criado para dar combate a violência em tempos de isolamento.

A presidente do ICIEG precisou ainda que o instrumento “Máskara19”, escolhido para dar resposta às necessidades das mulheres em risco, tem como objectivo averiguar se a pessoa em risco quer falar com uma técnica ou um psicólogo, ou se precisa de apoio policial para sair do domicílio e instalar-se numa Casa de Passagem.

Referiu ainda que “Máskara19” é um instrumento que pretende facilitar as mulheres vítimas de VBG em situação de confinamento e com dificuldade de acesso a outras vias de denúncia, a alertar as autoridades para as circunstâncias em que está a viver, para obter ajuda.

“Com isso, pretendemos fazê-las sentir que não estão sozinhas, dissuadir os agressores destas condutas, fazendo-lhes saber que toda a sociedade está vigilante na protecção das mulheres, implicar os agentes sociais e do sector da saúde, neste caso das farmácias, na luta contra a VBG e sensibilizar a sociedade face o problema social”, disse Rosana Almeida.

A acção da campanha, explicou, consiste em colocar a disposição de todas as mulheres do País a possibilidade de recorrerem às farmácias de confiança, ou aquela que esteja mais próxima para dar o alerta de que estejam em situação de risco por VBG.

Segundo aquela responsável do ICIEG a (o) farmacêutica (o) que receber o apelo deverá enviar um SMS para a linha de atendimento 110, criada pela instituição para dar apoio às vítimas no contexto do covid-19, fazendo a identificação da vítima e informando sobre o apoio que esta precisa.

A ICIEG, assim como diferentes instituições que trabalham no âmbito do combate à Violência Baseada no Género (VBG), acrescentou, têm manifestado preocupação pela situação das mulheres vítimas da violência, desde de 29 de Março, altura em que o Presidente da República decretou o Estado de Emergência Nacional devido a crise sanitária provocada pelo covid-19.

Após esta companha, concretizada em estreita colaboração com algumas ONG, nomeadamente, ALCVG e OMCV, o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género pensa lançar a “Masculinidade” e outros para ajudar, sensibilizar e encorajar as pessoas que vivem em situação de risco a fazerem denúncias.

Desde do lançamento da Campanha SMS 101, o ICIEG já recebeu cerca de 50 queixas de ilhas como Santiago, Fogo e Santo Antão, e todas encaminhadas ao respectivo gabinete CAV de cada ilha/município.

Face às queixas, Rosana Almeida esclareceu que a maior parte foi para solicitar acompanhamento psicológico devido a sinais de stress após 30 dias de confinamento.

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