Diz que não concorreu por causa do prémio (um milhão de escudos) mas sim para aumentar a sua notoriedade enquanto artista. A cantora Fattú que abandonou a Casa do Líder no domingo passado, dia 8, contou ao SAPO Mulher como foi a experiência no reality show.

“Entrei para mostrar as minhas capacidades, o meu talento e dar a minha opinião”, afirma a cantora que deixou a Casa do Líder na recta final. Sem papas na língua, Fattú diz que voltava a participar mas…com outras tácticas. “Já entendi que o povo não gosta de ouvir a verdade mas sim de pessoas que gostam de agradar. Mas acho que mostrei o meu verdadeiro “eu” e sai de cabeça levantada e até contente. Já estava na hora”.

Fattú diz que sentiu que ia sair e que as perguntas da apresentadora Helena Amado na Gala final confirmaram as suas suspeitas. “Já estava na hora de sair”.
“Sou “confusenta” sim mas não minto e só falo das coisas que vejo”, diz sem papas na língua.

A abordagem do público nas ruas está a ser normal no entender de Fattú que já tem uma experiência de um programa televisivo, o “Estrela Pop”. “Não se consegue agradar a gregos e troianos e também não faço questão de agradar ninguém”.

Sobre a polémica que envolveu a sua relação com a Sandra, também concorrente da Casa Líder que saiu no mesmo dia que Fattú, a cantora acredita que o seu mal foi não ter conversado logo com a amiga.

A ex-concorrente disse que não era verdade que terá reunido os colegas para falar da Sandra, mas que já os encontrou reunidos. Fattú admite que o programa fragilizou a amizade entre as duas, contudo garante que em momento algum foi cínica e que da mesma forma que ela estava a jogar a Sandra também o estava a fazer.

“Joguei sim porque não fui para lá brincar mas mantive sempre a minha personalidade”.

Com a saída das duas concorrentes, mesmo não lamentado este facto, Fattú admite que o programa perdeu alguma vivacidade. “A Sandra era a menina mimada, eu a faladeira, nós as duas dinamizávamos os debates”, diz a cantora e acrescenta que agora é a própria produção que cria as dinâmicas.

Para esta ex-concorrente, Zé Piguita será o vencedor do programa por ter sido o melhor líder, bem como o concorrente mais esperto do programa. “É preciso ter jogo de cintura para discutir com o Zé”. Fattú diz também que gostava que Delano vencesse o programa.

No entender da jovem “todos” dentro da Casa Líder têm (as suas) máscaras, uns mais do que outros. “Por exemplo, a Maria quando regressou ao programa voltou diferente. Acho que ela ficou chateada porque não votamos nela (para entrar)”.

Para Fattú na hora de escolher um colega para voltar para a Casa do Líder pesou mais o critério de quem terá ficado menos tempo no programa, o Victor. “Acho que ele tinha algo para mostrar ainda”. E diz que se fosse pelo gostar obviamente teria votado na Joceline ou na Lizzy ou até na Maria para regressar.

Muita coisa mudou na própria Fattú. Está mais magra e diz que saiu do programa diferente. “Eu era super preguiçosa”, mas passou a acordar cedo, por exemplo. Conta que também aprendeu a valorizar mais as pessoas cá fora e que os debates sobre temas como o VIH/Sida, o cancro, foram muito úteis.

“Pensei que iria sair a chorar mas não. Foi o meu limite.”

Para a cantora, Zé Piguita é a única pessoa que foi melhor líder do que ela. “Para mim não foi difícil ser líder”, contudo confessa que inicialmente teve os seus receios mas que tudo correu da melhor forma. Tentou motivar os colegas, organizar as tarefas da Casa, resolver nas desavenças.

E quando deixou de ser líder, a ex-concorrente diz que ajudou os colegas no que foi preciso. Deixa a crítica de que não achou justo ter sido practicamente a única cuja liderança foi avaliada. “Acho que devia ser feito para todos (os líderes) ”.

“Kénio”, diz sem sombra de dúvidas Fattú, sobre quem terá sido o pior líder até então. “Acho que está a faltar-lhe pulso. Ele é muito humilde e tímido pode ser que isto esteja a dificultar (a sua liderança)”.

Para o futuro, a cantora vai continuar a apostar na sua carreira. “Vou fazer de tudo para lançar o meu CD no próximo ano”. Fattú já conta com um manager, Gugas Veiga, portanto acredita que meio caminho já está andando.

Se houver uma nova edição do reality show, Fattú pede maior organização, candidatos mais fortes, manutenção dos debates criativos e um prémio superior a mil contos.

CM/SAPO

11 de Setembro de 2013

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