O propósito desta publicação é ilustrar quais as principais áreas do desenvolvimento, assim como as principais habilidades estimuladas e aprimoradas pelo puzzle. Ter esta noção é fundamental para escolher o puzzle mais adequado para o seu filho.

Existe uma variedade enorme de puzzles disponíveis no mercado, e é importante ter em consideração alguns aspetos na hora de escolher um. Para além da faixa etária, é fundamental considerar os seguintes aspetos:
•    Número de peças;
•    Tamanho das peças;
•    A quantidade de detalhes e cores;
•    A experiência que a criança já tem com puzzles;
•    O material e qualidade do puzzle (espessura do papelão, facilidade de torcer, quebrar, rasgar, e a precisão do corte)

 1 aos 3 Anos
Para crianças de 1 a 3 anos os mais indicados são os puzzle de encaixar a peça na fôrma, em que geralmente já existe um desenho, predefinido para ajudar a criança a entender aonde vão as peças. Puzzle de 2 a 12 peças já podem ser tentados a partir dos dois anos, com peças grandes, resistentes e com imagens que facilitem o entendimento da criança do desenho que irá aparecer. Por questões de segurança as peças devem ser grandes, reduzindo assim o risco de ser engolidas.

5 aos 6 Anos
Crianças de 5 a 6 anos já conseguirão montar puzzle de até 100 peças. As peças já poderão ser menores, mas é interessante que continuem com cores diferentes e imagens detalhadas.
Para os maiorzinhos a quantidade de peças vai aumentando e o tamanho e detalhamento diminuindo cada vez mais:
6-7 anos – 100 a 200 peças
7-8 anos- 200 peças
8-10 anos – 300 peças
12+ – 500+ peças.

1. Capacidades cognitivas
Os puzzles ajudam as crianças a desenvolver e a melhorar o raciocínio. Eles ajudam a perceber relações “do todo com a parte” e aumentam a perceção visual e espacial. Aperfeiçoam o pensamento abstrato. Permitem que as crianças usem diferentes habilidades de raciocínio, abstração e imaginação. Assim, de diferentes formas, vão encontrar as peças e coloca-las no sítio certo. Estimula igualmente a atenção, a percepção e a memória.

2. Capacidades sociais
Os puzzles podem ser feitos pela criança sozinha, no entanto, se forem feitos em conjunto com outras crianças são uma grande ferramenta para promover a cooperação. Por exemplo, ao pedirem para lhes ser passada uma peça, ou ao discutirem onde uma determinada peça se encaixa, as crianças estão a partilhar tarefas e a aprender a cooperar umas com as outras. Por outro lado, podem também ajudar as crianças a lidar com a frustração, de não encontrar a peça certa num determinado momento.  Fazer um puzzle pode ser uma atividade solitária, mas a verdade é que quando não  é, as crianças tendem a interagir com os outros, não só em relação á atividade em si, mas também sobre outros assuntos.

3. Aprendizagem de conteúdos
Os puzzels ajudam desde cedo no desenvolvimento da linguagem e no processo de aquisição do vocabulário. Quando uma criança, ao fazer um puzzle, pede uma determinada peça, frequentemente descreve o que está à procura. Fala das cores, das formas, da imagem, etc. Quando temos  puzzels com temas de  animais, números, formas, veículos ou cores, vai ajudar e incentivar a fala e à aplicação das palavras corretas que os identificam. Há inclusivamente marcas que nas embalagens colocam perguntas sobre o puzzle, que se pode fazer às crianças. Qual o objectivo? Desenvolver o vocabulário e a fala. Dependendo dos temas dos puzzles, estes também podem ensinar uma grande variedade de tópicos como o alfabeto, os números, as cores, reconhecimento de formas, e ainda noção de categorias como veículos de transportes, animais de estimação, etc

4. Capacidade motoras  
As habilidades motoras finas são habilidades físicas que envolvem músculos pequenos e coordenação olho-mão. Quando fazem puzzles, o movimento dos dedos para agarrar as peças e colocá-las no lugar certo faz com que treinem esta habilidade. Quando fazem puzzles, o movimento dos dedos para agarrar as peças e colocá-las no lugar certo faz com que treinem esta habilidade. O resultado mais visível deste treino é a aprendizagem e o desenvolvimento das habilidades de caligrafia. Esta habilidade é pouco desenvolvida quando as crianças fazem puzzles digitais, pois para o encaixe da peça apenas utilizam um dedo e não toda a mão para pegar numa peça tridimensional.

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