Os resultados divulgados pelo INSP, num workshop que visava a divulgação do estudo efetuado com a parceria do instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa (Portugal) e da London School de Londres (Inglaterra), revelam ainda, conforme a especialista Silvania Leal, em declarações à imprensa, que os fármacos utilizados no tratamento são “bastantes eficazes”.

“Os resultados nos permitiu conhecer os aspetos sócio demográficos dos nossos doentes e tratar as estratégias que serão úteis para auxiliar no processo da prevenção de novas epidemias”, disse.

O estudo teve como objetivo caracterizar os genótipos do “plasmodium” circulantes em Cabo Verde que foram obtidas, segundo Silvania Leal, através de amostras de sangue de 131 indivíduos, que estiveram internados no hospital da Praia com diagnóstico paludismo no período de setembro de 2017 a outubro 2018 e seus familiares (137).

Conforme a especialista portuguesa Maria de Fátima Nogueira, do estudo elaborado constatou-se que 90 por cento (%) dos casos foram provados pelo “plasmodium” de malária e que a doença predominou mais nos homens, com 65,6%, numa idade entre 30 a 40 anos, e em indivíduos solteiros, com 73%.

Para a presidente do INSP, Maria da Luz Mendonça, os resultados obtidos no estudo “são fundamentais” para impulsionar a caminhada do País rumo à eliminação do paludismo, apoiando a elaboração de estratégias de prevenção para o controlo e erradicação da doença.

“Por esta razão espero que o debate sobre os dados apresentados nos ajude a melhorar a nossa atuação e que o instituto seja, cada vez mais, uma entidade de referência no plano sanitário no domínio da investigação”, ajuntou.

O plasmodium é um parasita unicelular protozoário, que infeta os eritrócitos, causando a malária.

É transmitido a seres humanos pela picada da fêmea do mosquito anopheles.

São parasitas esporozoides das células sanguíneas.