Sob o lema” Violência Ka Amor” centenas de pessoas participaram na “Marcha Laranja” contra a violência

A marcha foi promovida pela Rede Laço Branco em repúdio à violência.
créditos: Inforpress

Sob o lema “Violência Ka Amor (em português Violência Não é Amor)”, centenas de pessoas participaram no sábado, 29, na cidade da Praia, numa “Marcha Laranja” promovida pela Rede Laço Branco em repúdio à violência.

Com um atraso de mais de uma hora, os participantes concentraram em frente à Esquadra de Polícia da Fazenda, percorrendo toda Avenida Cidade de Lisboa, passando por Homem de Pedra até a zona de Kebra Kanela.

Em declarações à Inforpress, o presidente da Rede Laço Branco, Clóvis Silva, explicou que a iniciativa organizada também em parceria com o Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), visa envolver a sociedade no sentido de mudar a atitude e pôr fim à violência baseada no género.

“Temos trabalhado também no sentido de mudar a masculinidade. Trabalhamos com homens, jovens e crianças nesse sentido.

O presidente da Rede Laço Branco recordou os últimos casos de homicídio, seguidos de suicídio, e disse que a luta contra a violência não é só uma tarefa do Governo. É uma tarefa de todos, de toda a sociedade.

A marcha, que contou com a participação dos ministros da Administração Interna, Paulo Rocha, e da Educação, Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, visa igualmente alertar a sociedade sobre a necessidade de denúncia e desencorajamento de todo o tipo de violência.

Um dos participantes da marcha, José Mário Silva realçou a importância da marcha e considerou “uma excelente iniciativa” da Rede Laço Branco.

“Devemos acabar com a violência. Devemos viver de forma pacífica e resolver os problemas através de diálogo”, defendeu José Mário Silva.

Júlia Reis disse que a marcha é uma “grande iniciativa” e que é preciso realizar este tipo de atividade mais vezes. É o momento de dizer basta a VBG sem distinção de género.

“Temos que realizar mais iniciativas do género para eliminarmos a violência. Todos nós devemos juntar e abraçar esta causa. Temos de ter a consciência que a VBG é um problema que diz respeito a todos nós”, sublinhou Júlia Reis.

Para a jovem Denise Ferreira, “a iniciativa é louvável porque tem-se notado muita violência” na na sociedade cabo-verdiana, principalmente contra mulheres.

“Esta marcha é uma forma de mostrar a sociedade de que é preciso lutar contra a violência que está a afetar a nossa sociedade. Não podemos sofrer em silêncio”, acrescentou.

A marcha laranja organizada também em parceria com várias instituições nacionais, nomeadamente ONU-Mulheres e outros parceiros, terminou com uma aula de fitness e a composição de uma peça de arte de 10 metros (pintura, graffiti), sob o lema “violênsia ka amor”.

A rede laço branco é uma ONG formada e fundada maioritariamente por homens de diversos quadrantes da sociedade cabo-verdiana e define-se como uma organização que trabalha com homens contra a violência de géneros.

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