Papa quer que Igreja faça mais contra abusos de menores

O papa Francisco reconheceu hoje que a igreja católica não fez o suficiente nos últimos anos para proteger as crianças de abusos e por essa razão “agora deve comprometer-se profundamente”.
créditos: EPA/OSSERVATORE ROMANO

Francisco falava no momento em que recebia os participantes do congresso promovido pelo Vaticano sobre os perigos dos abusos sexuais a menores, realizado na Universidade Pontifícia Gregoriana.

"Como todos sabemos, a Igreja Católica nos últimos anos tornou-se cada vez mais consciente de que não fez o suficiente no seu seio para proteger os menores: surgiram factos muito sérios dos quais devemos reconhecer a nossa responsabilidade perante Deus, perante as vítimas e perante o público", disse.

"A Igreja agora sente um dever de se comprometer, de forma cada vez mais profunda, na proteção dos menores e da sua dignidade, tanto dentro da própria igreja como em toda a sociedade”, acrescentou.

O pontífice argentino explicou que a igreja não pode trabalhar sozinha, "porque obviamente seria insuficiente" e, portanto, "ofereceu" uma colaboração ativa e cordial para com todas as forças e membros da sociedade que desejam se envolver.

A este respeito, o papa disse que a igreja católica está empenhada no combate "aos maus tratos, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra as crianças", contida no Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável 2030. "Vamos trabalhar juntos para sempre ter o direito, a coragem e a alegria de olhar nos olhos de crianças em todo o mundo", propôs.

Congresso no Vaticano

Os participantes no congresso promovido pelo Vaticano para debater os perigos da internet entregaram hoje ao papa Francisco uma declaração conjunta a pedir mais empenho das instituições, governos e empresas tecnológicas no combate “ao lado obscuro desde novo mundo”.

O congresso intitulado “A dignidade das crianças no mundo digital” reuniu nos últimos quatro dias peritos, académicos, membros de forças de segurança, organizações não-governamentais, religiosos de vários continentes e representantes de empresas como a Microsoft, Facebook e Google.

A conferência é promovida pela Universidade Pontifícia Gregoriana (PUG), instituição da Igreja Católica, com sede em Roma, especializada em ciências humanas, especialmente nas teológicas e filosóficas.

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