Perfeccionismo

Numa sociedade cada vez mais competitiva e exigente, frequentemente a identidade está associada à atividade e desempenho. A imagem é mais importante e o sucesso parece proporcionar autoestima.
créditos: Pixabay

Nos dias de hoje, vive-se o medo de errar desde muito cedo. A aprendizagem, desde crianças, é feita na crença de que entre o certo e o errado raramente existe alguma coisa. Fomo-nos habituando a fazer tudo para não errar, a sermos perfeitos, como se fosse única condição para merecermos o reconhecimento e amor.

Todos nós gostamos de executar o melhor possível as nossas tarefas, assim como valorizamos os outros pelo que fazem muito bem. No entanto sabemos que não é possível fazer tudo bem e em qualquer área da nossa vida. Ultrapassa a nossa capacidade humana.

Para quem tenta ser perfeito em tudo o que faz é altamente desgastante e frustrante, é como se procurasse algo inatingível. Quando não conseguem atingir o objetivo a que se propuseram, habitualmente são assombrados por pensamentos de auto-depreciação e auto-critica.

Estas pessoas apresentam elevados níveis de exigência consigo próprios (e com os outros) e frequentemente se desvalorizam quando acham que não executaram alguma coisa da maneira “certa”. São habitualmente rígidas na sua forma de pensar o que as impede de se adaptarem a várias situações ao longo da vida. Têm padrões elevados e muitas vezes irrealistas, aderindo rigidamente a eles, e definindo o seu valor pessoal em função desses mesmos padrões.

As pessoas perfeccionistas podem deixar de fazer muitas coisas que faziam e que lhes davam prazer, afetando as relações familiares/sociais e as atividades de lazer.
Pode tornar-se um problema grave podendo interferir na sua qualidade de vida e rotina diária e afetar as áreas de funcionamento habitual.

Deve estar atento se:
1. Frequentemente der por si a exigir de si próprio um objetivo inatingível ou irrealista;
2. Sentir muito medo de errar ou se existir uma grande preocupação com aquilo que os outros vão pensar acerca do seu desempenho;
3. Sentir que verifica muitas vezes aquilo que faz, de uma forma obsessiva;
4. Tiver duvidas se a atividade ficou bem feita, existindo tendência para melhorar (difícil terminar uma tarefa);
5. Sentir que é organizado em demasia;
6. Planear muito uma tarefa antes de a executar;
7. Existir uma grande ansiedade associada ao objetivo;
8. Sentir que não é flexível, que é difícil adequar o seu comportamento ou lidar com imprevisibilidades;
9. Sentir marcada tendência para a excelência.

Comentários