Santo Antão: Delegacia de Saúde da Ribeira Grande intensifica luta contra mosquito-vector do paludismo em ação preventiva

Conforme apurou aInforpress, até ao momento não se registou qualquer caso de paludismo, autóctone ou importado, na ilha de Santo Antão.
créditos: Inforpress

A Delegacia de Saúde da Ribeira Grande promoveu nesta segunda-feira, 11, um encontro com as instituições com interesse na luta anti-vectorial para elaborar um “plano de contingência municipal” que previna o surgimento de casos de paludismo no concelho.

A delegada de Saúde da Ribeira Grande, Florentina Lima e Lima disse à Inforpress que a luta anti-vectorial nunca parou na Ribeira Grande e que foi reforçada com o aparecimento do surto de paludismo na ilha de Santiago.

“As equipas estão no terreno e temos vindo a fazer o trabalho de comunicação e orientação junto das populações com vista à prevenção” disse Florentina Lima e Lima alertando para a necessidade de as pessoas informarem à Delegacia de Saúde acerca do surgimento, nas localidades, de focos de proliferação do mosquito-vector.

Segundo Florentina Lima e Lima a Delegacia de Saúde tem vindo a trabalhar na prevenção “porque já temos o mosquito-vector, o aedes egipty, temos a doença em Cabo Verde, portanto, a luta tem de ser permanente embora nesta altura do ano, com as chuvas, as condições sejam mais propícias para o surgimento de casos”.

“Já fomos à rádio local, as equipas têm saído porta-a-porta e temos vindo a distribuir panfletos informativos” disse a delegada de Saúde da Ribeira Grande explicando que “as equipas de terreno têm um calendário estabelecido para visitas periódicas às diferentes localidades, como forma de evitar que aconteçam casos de paludismo”.

Uma das ações em processo de implementação no concelho é a pulverização intra-domiciliária mas optou-se primeiro pela pulverização das escolas, tendo em conta que o ano letivo vai arrancar dentro de poucos dias.

Segundo a delegada, tendo em conta as condições orográficas do concelho da Ribeira Grande, “todos os pontos são críticos” e avançou que lá onde foram detetados focos de mosquitos, “lá a Delegacia de Saúde da Ribeira Grande tem atuado”.

Ao longo dos anos e, até ao momento, tem-se priorizado a luta biológica, com a libertação de peixes gambúzia nos depósitos de água, sobretudo nos de aprovisionamento de água para rega.

A delegada de Saúde alerta, no entanto, que “a luta é de todos e só todos juntos será possível vencer o vetor e evitar a doença”, pelo que entende que “as pessoas não devem esperar apenas pelas instituições, mas devem atuar de imediato”, sobretudo, eliminando as condições favoráveis à proliferação do mosquito.

“As pessoas não devem esperar que vá alguém de fora para cuidar da sua casa ou dos arredores da sua casa” disse Florentina Lima e Lima assumindo a ideia de que “a saúde é um compromisso do Estado, mas é uma responsabilidade de todos”.

Conforme apurou aInforpress, até ao momento não se registou qualquer caso de paludismo, autóctone ou importado, na ilha de Santo Antão.

Comentários