Projeto VECCOS considera aptos os primeiros voluntários que vão trabalhar na prevenção contra mosquito que provoca Zika

Os formandos voluntários da ilha de Santiago receberam hoje, na Cidade da Praia, o diploma que os reconhece como aptos a ajudar a Cáritas de Cabo Verde na multiplicação de informação e prevenção sobre o mosquito que provoca o virus Zika.
créditos: Inforpress

Em declarações à imprensa, por ocasião do encerramento da ação de capacitação de jovens voluntários da Ilha de Santiago, a representante da CRS (Catholic Relief Services – United States conference of catholic bishops), Roberta Resende, adiantou que a expectativa da organização é que o projecto atinge toda a população da ilha “como forma de se prevenir o alastramento do vírus de Zika em tempo útil”.

A responsável lembrou que, com a chegada das chuvas anunciadas já para este mês de julho, pode haver a proliferação dos mosquitos e fazer com que haja aumento da doença, tendo em conta que os ovos ficam inertes durante muito tempo, “mas só precisam de uma gota de água para seguir os trâmites e se transformarem em mosquitos”, explica.

Segundo Roberta Resende, o projeto VECCOS não abrange outras ilhas neste momento porque a resposta é de “emergência para a Ilha de Santiago” onde houve maior número de casos da doença.

Para a formadora Antonieta Martins, a expectativa da formação foi alcançada, pois, a maioria das pessoas que participaram do curso tinham trabalhado em aspectos de saúde a nível da comunidade.

Admitiu ainda que os formandos estão capacitados para fazer o que o projecto pretende, isto é, fazer a sensibilização da população, mobilizar a comunidade, e fazer comunicação interpessoal para mudança de comportamento.

Segundo indicou, a abordagem de formação foi muito participativa e permitiu a cada um fazer o desenvolvimento das suas capacidades em termos de comunicação e habilidades técnicas no que diz respeito ao combate do mosquito vetor do vírus de Zika.

Por seu turno, os formandos consideram que é de se louvar a aprendizagem que tiveram, porque estão capacitados para fazer a multiplicação no terreno daquilo que aprenderem e desta forma contribuir para a mudança do comportamento das pessoas face ao mosquito que provoca o vírus Zika.

“Com o que aprendemos vamos fazer tudo para incutir nas pessoas a capacidade de se prevenirem das doenças provocadas por picada do mosquito Aedes Aegypti”, disse Hélder Silva do concelho de Santa Cruz.

Já Maria José da comunidade de Ponta D’Água do concelho da Praia, a formação serviu para lhe disponibilizar instrumentos de luta contra o mosquito que provoca Zika junto da sua comunidade.

Essa ação de capacitação foi fruto de uma parceria entre a Cáritas de Cabo Verde com a Cáritas dos Estados Unidos, o Governo de Cabo Verde e a CRS (Catholic Relief Services – United States conference of catholic bishops), no âmbito do projecto “Vector Control and Community Surveillance” (VECCOS) “For Zika in Cape Verde”, que visa implementar um plano de prevenção da doença provocada pelo vírus Zika.

Participaram na primeira de muitas outras formações a serem realizadas na ilha cerca de 24 jovens voluntários moradores nos concelhos da Praia, Santa Cruz, São Domingos, Órgãos e Picos (Ilha de Santiago).

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