Plano de desenvolvimento sanitário para região Fogo e Brava validado durante ateliê realizado em simultâneo nas duas ilhas

O plano de desenvolvimento sanitário da região Fogo e Brava, para quinquénio 2017-2021, é validado quinta e sexta-feira, em simultâneo nas duas ilhas, através de um ateliê, disse à Inforpress o diretor da região sanitária, Luís Sanches.

Hospital de São Filipe

O plano de desenvolvimento sanitário da região Fogo e Brava enquadra-se no plano sanitário nacional elaborado pelo Ministério de Saúde e Segurança Social e na sua elaboração, além da consultoria externa, contou com a participação de técnicos das estruturas de saúde das duas ilhas, permitindo assim a sua melhor adequação à realidade da região.

Luís Sanches indica que o plano faz um levantamento e análise geral das duas ilhas que compõem a região sanitária, desde a população residente, taxa de analfabetismo, área geográfica, tendência de crescimento ou decrescimento da população, a riqueza gerada, taxa de emprego, desemprego, de entre outros aspectos.

Igualmente, o documento de orientação de saúde para os próximos cinco anos nas ilhas do Fogo e da Brava engloba propostas e ações a serem realizadas para fazer face à situação sócio-sanitária da região, desde a construção e/ou requalificação de infra-estruturas, requalificação dos recursos humanos, recrutamento de novos recursos humanos, melhoria de articulação a nível das estruturas da região e desta com a estrutura central.

Segundo a mesma fonte, o plano engloba ainda a formação, a supervisão interna, melhoria de transporte a nível regional e para o hospital central, transporte de doentes tanto em situação de urgência como não urgência.

Luís Sanches adiantou que uma das grandes reclamações da região é o acesso às consultas de especialidades e que o plano define o quadro das especialidades que a região deve ter em cada estrutura de saúde, assim como o quadro técnico que deve existir no hospital regional e nas demais estruturas, para poder responder às demandas, bem como um conjunto de equipamentos necessários em cada estrutura e no hospital.

O plano especifica também determinadas especialidades que, não só pelo seus custo mas também pelo número de pacientes da região, não se justifica estar presentes na região de forma permanente, mas que estando na Praia, poder-se-ão marcar presença com regularidade na região para responder à demanda.

No quadro deste instrumento, está prevista a aquisição de equipamentos portáteis que não se justifica ter de forma permanente no hospital ou nas outras estruturas de saúde a nível de região, como kits de oftalmologia, otorrinolaringologia, ortotraumatologia, cardiologia, pneumologista e urologista, cuja deslocação permite melhorar e organizar o acesso de forma mais adequada da população a região sanitária Fogo e Brava.

Outros equipamentos portáteis podem ser adquiridos, refere o diretor da região sanitária Fogo e Brava, para quem o documento aponta para a necessidade de partilha e, em caso de necessidade , além da vinda de especialistas de forma organizada, os pacientes da região poderão também ser encaminhados para o hospital central.

A nível de infra-estruturação, o plano prevê a construção e/ou reabilitação de infra-estruturas e a transformação de algumas unidades sanitárias de base em postos de saúde, estando prevista, ao menos, a transformação de uma unidade sanitária de base dos municípios dos Mosteiros, Santa Catarina e Brava em postos de saúde.

A requalificação do antigo hospital regional de São Filipe para funcionamento da delegacia de saúde e centro de saúde reprodutiva, a requalificação da delegacia e do centro de saúde da brava, são de entre outras intervenções que o plano de desenvolvimento sanitário da região Fogo e Brava prevê durante a sua vigência de 2017 a 2021.

O plano é apresentado simultaneamente na Brava e no Fogo, sendo que o ministro da Saúde e Segurança Social, que se encontra desde segunda-feira na ilha Brava, fará a abertura naquela ilha e na sexta-feira fará o encerramento da apresentação do documento na ilha do Fogo.

O custo total do plano de desenvolvimento sanitário da região ainda não está totalmente fechado e a entidade responsável pela sua elaboração está a ultimar este aspecto antes da apresentação do documento à sociedade civil, forças vivas e técnicos da saúde das duas ilhas.

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