Ministro regozija-se com certificação "livre de Pólio" e promete eliminar paludismo e transmissão vertical do HIV

O ministro da Saúde regozijou-se hoje com a certificação de país “livre de Pólio” e prometeu que o governo irá seguir o mesmo caminho para acelerar a eliminação do paludismo e a transmissão vertical do HIV/Sida até 2020.

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créditos: Expresso das Ilhas

Arlindo do Rosário, que falava numa conferência de imprensa, acompanhado da equipa que trabalhou no documento para o comunicado oficial sobre a erradicação da poliomielite em Cabo Verde, salientou que garças a medidas tomadas, a redução da mortalidade infantil passou de para 108 por mil em 1975, para 15,3 por mil em 2015.

“Tudo isso, porque o país soube implementar os programas de vacinação e as mães e pais zelaram pela saúde dos seus filhos levando-os para serem vacinados regularmente”, disse, realçando, que garças a esta atitude as próximas gerações estarão livre de pólio.

Segundo o ministro da Saúde e da Segurança Social, graças à vacinação Cabo Verde tem conseguido controlar um conjunto de doenças, estando neste momento numa fase avançada de eliminação do sarampo, da rubéola e do tétano neonatal.

Com estas medidas e apoio de técnicos nacionais e organizações internacionais, sublinhou, o país conseguiu alcançar uma melhor saúde para a sua população com base num “caminho construído sobre os valores e princípios da universalidade e equidade”.

Quanto à poliomielite, Arlindo do Rosário avançou que últimos casos foram registados em 2000, altura em que foi implementada uma estratégia de iniciativa global para irradicação da doença adoptada em 1988 por todos os países membros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Este é um momento de celebração, mas não devemos baixar a guarda. Devemos sim, continuar para atingir e manter níveis de cobertura vacinal acima de 95 por cento e iniciar a introdução gradual da vacina pólio injetável no início de 2017”, assegurou.

Além das taxas a atingir a nível de vacinação, o ministro de Saúde referiu-se a necessidade de reforçar a vigilância de todas as paralisias flácidas agudas nos menores de 15 anos e melhorar os indicadores de detenção e adequação das amostras de fezes.

O representante da OMS em Cabo Verde, Mariano Salazar Castellon, por sua vez, felicitou a equipa da saúde por mais este ganho, sublinhando que, com este feito, “Cabo Verde acrescenta mais luz a um brilho conseguido pelos seus próprios méritos a nível da região africana”.

Segundo Mariano Castellon, a avaliação do desempenho da vigilância foi aprovada pelo Comité Africano de Irradicação de Poliomielite e a quem Cabo Verde pode apresentar com orgulho justificado o título da sua contribuição para o desenvolvimento da saúde e segurança sanitária na áfrica ocidental e na região africana.

“Cabo Verde já faz parte da historia da saúde pública internacional, mas novos desafios surgem no que diz respeito a paludismo e a transmissão de HIV/Sida mãe/filho”, frisou.

A certificação Cabo verde como país livre da pólio é fruto de um trabalho de equipa chefiada pela presidente da Comissão Nacional de Certificação, Alice Dupret, e vários outros técnicos, bem como da decisão do país em implementar estratégias adequadas de saúde em momento próprio.

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