Cabo Verde registou 7 casos de paludismo nos primeiros meses de 2017

Cabo Verde registou nos primeiros quatro meses de 2017, sete casos de paludismo, sendo seis autóctones e um importado, disse hoje o coordenador da Pré-Eliminação do Paludismo no país, Adilson de Pina.

Adilson de Pina que falava à imprensa à margem do ateliê “Situação do Paludismo em Cabo Verde”, realizado pelo Ministério da Saúde para assinalar o Dia Mundial contra o Paludismo (25 de abril), realçou o facto de o país se encontrar na fase de pré-eliminação e o trabalho que vem sendo feito para se garantir a eliminação até o ano 2020. “No país, de acordo com a OMS, temos menos um caso de paludismo por mil habitantes, isso referindo-se apenas aos casos locais, ou seja, autóctones.

Com este dado podemos afirmar que estamos a melhorar ano para ano, com as intervenções que temos vindo a fazer nos principais focos da proliferação de mosquito e na sensibilização da população”, disse.

Segundo Adilson de Pina, o país foi confrontado em 2016 com 75 casos de paludismo, 48 autóctones e 27 importados. “No ano passado fomos confrontados com uma situação um pouco anormal em relação aos anos anteriores.

O país, apesar disso, continua na fase de pré eliminação, visto que o objetivo é ter menos de 1 caso por mil habitantes”, indicou, avançando que Cabo Verde está ainda dentro dos parâmetros exigidos pela OMS.

Sublinhou, no entanto, que independentemente dos casos registados e da luta que se tem de travar, o Ministério da Saúde tem vindo a reforçar a vigilância epidemiológica acompanhando, permanentemente, as zonas de risco e de foco, assim como a vigilância nos aeroportos e portos do país.

“Os casos que continuamos a ter carecem ainda de muito apoio comunitário. No fundo, aqui no país a eliminação do paludismo continua a ser um fardo para o Ministério da Saúde. Há várais entidades que colaboram, mas ainda continua a ser o setor da saúde a ter essa tarefa”, afirmou este responsável.

Entretanto, apelou à população das ilhas de Santiago e Boa Vista, locais onde se tem registado mais casos de paludismo, a colaborarem com as entidades sanitárias visando o combate ao vetor e contro das zonas de risco.

Segundo Adilson de Pina, perante a situação os desafios para se atingir a eliminação são vários e vão desde o reforço das parcerias e a responsabilização comunitária, até a possibilidade de se ter mais recursos humanos e financeiros, que o país por si só não possui de momento.

Realçou, por outro lado, que consta ainda como meta para os desafios, a organização científica e estudos, visando redirecionar as estratégias políticas para a fase da consolidação da eliminação do paludismo. Em nome do representante da OMS no arquipélago, Carolina Leite realçou o trabalho que o país vem fazendo nesta fase de pré-eliminação e recomendou mais politicas de estratégias para se alcançar a eliminação e manter os ganhos.

Em Cabo Verde a taxa de paludismo tem sido residual, sendo o país premiado pelos esforços no combate à doença pela Aliança de Líderes Africanos para a Malária, depois de ter conseguido alcançar uma taxa de cobertura de 95% de redes impregnadas com inseticida para prevenir a contaminação.

O Dia Mundial da Malária foi instituído a mando dos Estados-membros durante a Assembleia Mundial da Saúde em 2007, e tem como propósito destacar a necessidade de investimento contínuo e duradouro do compromisso político para a prevenção e controlo da malária.

A malária, ou paludismo, é causada pelo parasita Plasmodium e transmitida por mosquitos Anopheles. É uma das doenças infecciosas humanas mais prevalentes e severas no mundo, que além da mortalidade, condiciona a qualidade de vida e o progresso económico e social das populações afetadas

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