Alécia Morais: “A moda também é cultura”

Jovem venceu pelo terceiro ano consecutivo um troféu na Gala Somos Cabo Verde, na categoria Moda.

Com 20 anos, Alécia Morais é a modelo cabo-verdiana mais bem-sucedida do momento. O seu percurso no mundo da moda já lhe valeu a conquista de três troféus na Gala Somos Cabo Verde. A residir em Nova Iorque, a jovem esteve à conversa com o SAPO durante a sua estadia na cidade da Praia.

Confessa que a sua terceira nomeação na categoria Moda, para a Gala Somos Cabo Verde, não foi uma surpresa. “Já estava à espera porque pelo trabalho que tenho estado a fazer imaginei que pudesse ser novamente nomeada. Fico muito contente porque o meu trabalho está a ser valorizado em Cabo Verde, apesar da moda (em CV) nem sempre é levada a sério”.

Salienta que desde que entrou para o mundo da moda, em 2012, após vencer a primeira edição do Elite Model Look em Cabo Verde, reparou que as pessoas em Cabo Verde não encaravam a moda de forma séria nem o trabalho que os modelos fazem, ao contrário de outros países. “A moda também é cultura”, enfatiza.

Futuramente, a jovem de 20 anos ambiciona realizar um encontro com jovens da sua ilha, e não só, para partilhar a sua experiência.

Gala Somos Cabo Verde 2017

Na gala que teve lugar a 7 de julho, a modelo recebeu pela primeira vez o troféu em mãos. Muito emocionada afirmou ao SAPO que estava muito feliz por saber que em Cabo Verde acompanham o seu trabalho e aproveitou novamente para lançar um apelo: “Devemos fazer mais na área da moda porque a moda não evoluiu em Cabo Verde”.

A residir atualmente em Nova Iorque, nos EUA, a modelo, que é agenciada pela Da Banda Model Management,  diz que foi difícil para a família, especialmente para o pai, aceitar a sua mudança para o continente americano. “Hoje em dia eles apoiam-me e muito”, confessa a modelo e acrescenta que sente muita falta do seu país natal.

Para prosseguir com a carreira de modelo, parou os estudos, e um dos seus objetivos futuros é concluir o ensino secundário.

Alécia conta que leva uma “vida normal” e bastante rotineira em Nova Iorque: “Acordo, preparo-me e vou trabalhar para depois regressar a casa e começar de novo. E é assim quase todos os dias (…) Tenho uma vida semelhante a tantas outras pessoas que trabalham (risos) ”.

A nível de cuidados especiais, confessa que desde pequena, para o desânimo da mãe, sempre comeu “pouquinho”, daí que nunca fez dieta e que não come “asneiras”, habitualmente”. Desde abril, optou por se empenhar nos exercícios, até porque tem um objetivo para este ano – entrar no desfile da edição Pink da Victoria’s Secret.

Ao longo destes cinco anos, vários momentos marcaram o seu percurso. Alguns deles guarda na memória, com carinho: o primeiro desfile que fez para Louis Vuitton em Paris, para a Dior, bem como um desfile para a Channel em Cuba, o primeiro depois de cerca de 30 anos. “Foi uma viagem e um trabalho que nunca esperava fazer”.

Desfile da Victoria’s Secret

Este ano, Alécia Morais ambiciona conseguir fazer o desfile da edição Pink da Victoria’s Secret. A Pink é uma linha da reconhecida marca de lingerie americana dedicada ao segmento mais jovem.

O desfile para a Pink acontece normalmente no final do ano, entre novembro e dezembro.

A jovem já fez dois castings para a Pink e adianta que “sentiu que ainda não estava preparada para o desfile”. Já este ano está a apostar na preparação física para conseguir alcançar a sua meta este ano.

“Os meus ‘bookers’ (agentes) alertaram que se tinha um objetivo tinha de correr atrás – comer bem e começar o ginásio”. E desde abril, que a modelo deu início aos exercícios físicos.

Se tivesse de deixar um conselho aos jovens que estão a tentar entrar no mundo da moda, Alécia aponta como primeira meta a alcançar a conclusão dos estudos. “Pelo menos o secundário…”.

O segundo conselho seria nunca desistir dos sonhos, mesmo que pareçam difíceis de alcançar, a modelo salienta que “a vida dá muitas voltas”.

  • Cor: Rosa
  • Cheiro: Natureza
  • Prato: Cachupa
  • Número: 2
  • Peça de roupa: Calças
  • Nunca sai de casa sem: Dizer à mãe aonde vai (até hoje)
  • Cidade: Paris

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