A celebração do exotismo na passerelle de Paris

A passerelle parisiense celebrou esta segunda-feira o exotismo em todas as cores: nas calças tailandesas da Hermès, nos vestidos de padrões africanos de Stella McCartney e nas folhas de palmeira como acessório no desfile do colombiano Esteban Cortázar.

O inesquecível 'carré' Hermès

A diretora artística da maison Hermès, Nadège Vanhee-Cybulski, apostou na tradicional calça tailandesa, de gancho baixo e elástico na cintura, combinada com top de riscas azuis num look urbano e elegante.

 A celebração do exotismo na passerelle de Paris

"O que mais gosto na sua construção é que não têm costuras nas laterais, apenas se costura o gancho da calça,o resto é livre", explicou a estilista depois do desfile na Semana de Moda primavera-verão 2018.

A coleção prestou homenagem a Henry d'Origny, responsável por muitos dos 'carrés' da Hermès, os lenços quadrados estampados que encantam gerações. Estas estampas são utilizadas em todos os looks e combinadas com casaco e camisa.

Stella McCartney, microfones e ventoinha

 A celebração do exotismo na passerelle de Paris

Stella McCartney vestiu as suas modelos com looks largos. A estilista brincou nesta coleção com o batik, tecido estampado africano, propondo desenhos de ventoinhas e microfones com fundos verdes, vermelhos e lilás, graças a uma colaboração com a colaboração do fabricante holandês Vlisco.

Os jeans lavados apareceram em tons de verde fluorescente, rosa e azul em coletes, calças e macacões, salpicados de bolsos grandes.

Leonard no Taiti

 A celebração do exotismo na passerelle de Paris

A diretora artística da marca Leonard, Christine Phung, foi buscar inspiração na vegetação exuberante da Polinésia para os seus vestidos esvoaçantes de seda, cujos movimentos lembravam os barcos à vela.

As flores exóticas de cores vivas adornavam os biquínis e as pareos de praia.

Esteban Cortázar e seu toque vegetal

O colombiano Esteban Cortázar, o único estilista latino-americano que desfila no programa oficial da semana de moda parisiense, mostrou uma coleção marcada pelas formas geométricas e sobreposições.

 A celebração do exotismo na passerelle de Paris

Combinou também vestidos em tom pastel com cores fortes contrastantes, apostando em tecidos suaves como o tule e a seda. Como um acessório, algumas modelos desfilaram com uma folha de palmeira na mão.

Giambattista Valli, as musas e Roma

Longe do exotismo, o estilista italiano Giambattista Valli começou a esboçar a sua nova coleção em Roma, e quis celebrar com ela os seus artistas preferidos, em especial o pintor Mario Schifano, cuja história de amor com a princesa Nancy Ruspoli conquistou o seu coração.

 A celebração do exotismo na passerelle de Paris

Valli também prestou uma homenagem às musas. "Numa época em que toda a gente reivindica o poder das mulheres, o poder das mulheres artistas, eu reivindico o poder das mulheres como musas" que "inspiram os grandes artistas que não seriam (artistas) sem elas", afirmou numa aparente referência ao último desfile de Maria Grazia Chiuri para a Dior, em que sua compatriota proclamou um novo slogan feminista em favor das mulheres artistas.

Na passerelle de Giambatista Valli o ponto alto foram os vestidos com estampados florais e bordados, alguns com cauda.

Sacai e o "patchwork"

 A celebração do exotismo na passerelle de Paris

A marca japonesa Sacai tirou partido do "patchwork", misturando o tecido camuflado, tweed de fatos masculinos e nylon num casaco estilo aviador.

Os vestidos, de cores alegres, eram curtos, sem mangas, e as sobreposições e os nós davam o toque de volume.

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