Sal: Dia da Criança Africana assinalado com feira de saúde

Durante a feira, as crianças poderão ter acesso a diferentes intervenções, nomeadamente a nível da saúde bucal, mental, nutricional, pediatria, clínica geral, informação e controlo sobre saúde sexual e reprodutiva.

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créditos: Foto@Expresso das Ilhas

O Dia da Criança Africana é assinalado hoje, 16 de junho, no Sal, com uma feira de saúde no largo de Hortelã, a partir das 15:00, promovida pelo Instituto Cabo-verdiana da Criança e do Adolescente (ICCA) e parceiros.

Ao longo do mês de junho, tido mês da criança, várias atividades vinham sendo realizadas com vista a consciencializar os meninos sobre os seus direitos de modo a que possam defender-se das diversas formas de violação dos seus direitos, formando assim cidadãos conscientes e capazes de continuar o desenvolvimento da sociedade na qual se encontra inserida.

E, para não deixar passar em branco o Dia da Criança Africana, esta feira de saúde, que propõe durante algumas horas prestar melhor qualidade de saúde às crianças, conforme explica a coordenadora do ICCA, Queila Soares, vem fechar o programa de atividades, levada a cabo durante todo esse tempo.

“Promovemos essa feira para assinalar a efeméride porque sabemos que em África muitas crianças não usufruem do direito à saúde. Portanto, vamos levar um pouco de mais qualidade de saúde às crianças, mas especialmente as da comunidade africana residente no Sal. Partilhando com os meninos um momento de seus direitos, que, infelizmente têm sido muito violados, a nível mundial, sobretudo em África”, observou.

Durante a feira, as crianças poderão ter acesso a diferentes intervenções, nomeadamente a nível da saúde bucal, mental, nutricional, pediatria, clínica geral, informação e controlo sobre saúde sexual e reprodutiva, (para jovens e adolescentes em situação de risco), entre outros atendimentos, sobretudo informações sobre direitos e deveres da criança.

Entretanto, instado a pronunciar-se sobre a real situação das crianças da comunidade africana na ilha do Sal, a responsável disse que embora boa parte vive em situação de pobreza, sentem-se integradas na sociedade salense e com seus direitos garantidos.

“Creio que a situação das crianças da comunidade africana na ilha do Sal não é preocupante. A comunidade africana é um povo bastante unido e fazem de tudo para proteger e garantir os direitos das suas crianças. Sem distinção alguma, de raça ou origem, o ICCA também age para a proteção dessas crianças”, assegurou a responsável.

Para finalizar e enfatizando o lema deste ano, Queila Soares acentua que toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão.

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