E se conseguisse ver se a fruta está (mesmo) madura por dentro?

Um inovador sensor de bolso analisa a composição molecular dos alimentos que quisermos. Chama-se Scio e está à venda na internet

Um dos gadgets mais conhecidos da ficção científica é o tricorder do filme «Star Trek» que faz o scan de uma área ou foco de para recolher e analisar dados técnicos. Estamos cada vez mais próximos de torná-lo realidade. Conheça o Scio. Um sensor portátil que mede, por exemplo, a composição molecular de alimentos, plantas e plásticos. Com ele, podemos descobrir quantas proteínas, gorduras e hidratos de carbono estão presentes em frutas, queijos e outros.

Também é possível ver se uma fruta de casca, como o abacate e o melão, está madura por dentro, ver quanta percentagem de álcool há numa bebida, além de identificar medicamentos e suplementos. Para descobrir a composição molecular de qualquer coisa, os cientistas têm um grande aliado, o espectrómetro. Um dispositivo que mede com precisão o comprimento das ondas de luz refletidas pelo objeto estudado.

Como funciona o dispositivo

Dado que cada molécula reage à luz de forma diferente, é possível estimar a composição do objeto apenas ao analisar o seu espectro. Desenvolvido por uma equipa de cientistas e engenheiros na Consumer Physics, esta versão em miniatura de um espectrómetro, com a sua fonte de luz, começa por iluminar o objeto a ser analisado. De seguida, a luz refletida é recolhida pelo espectrómetro.

Depois, o Scio envia as informações via Bluetooth para o smartphone. Os dados são enviados para a nuvem e retornam numa análise num intervalo de vários segundos para o telemóvel, mostrando a composição do objeto analisado. O Scio mede 73 x 25 x 16,5 mm e pesa 20 g. A sua bateria promete autonomia de uma semana e é recarregada via Micro USB.

O dispositivo é compatível com iPhone, iPad e dispositivos Android 4.3+ com suporte a Bluetooth 4.0 LE, requerendo uma app específica. O Scio parece mesmo incrível e só tende a melhorar com o tempo, à medida que os utiizadores analisam diferentes objetos e enviarem os dados para os servidores da Consumer Physics. Pouco a pouco, o tricorder fictício ganha contornos ainda mais reais.

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