Sal/São Valentim : Mulheres de 40 sem namorado por opção

Algumas mulheres, no Sal, na casa dos 40 anos, solteiras e divorciadas, com experiências de amor e vida a dois, dizem-se sem namorado por opção, porque “mais vale só do que mal acompanhadas”.

Valentine's Day Calendar. February 14 of Saint Valentines day. Vector

No momento em que se assinala mais um Dia dos Namorados, 14 de fevereiro ou Dia de São Valentim, a Inforpress abordou algumas damas menos jovem, porém lindas bastante, mas sem namorado porque não querem “chatices” por causa de um sentimento tão profundo como o amor.

É o caso, por exemplo, de Dina Ferreira, há sete anos divorciada, mãe de dois filhos, para quem o Dia dos Namorados é um dia como qualquer outro, devendo ser vivido intensamente, todos os dias e não apenas num dia específico do ano.

Sem “cara-metade” ou alguém que preencha o seu lado esquerdo (coração), por opção, conforme diz, já que pretendentes é o que não faltam, Dina Ferreira realçou que o amor que dedica aos filhos também se enquadra no Dia de São Valentim.

“A minha vida, o meu dia-a-dia… está muito bem preenchido. Não que o romance, o amor não tenha m lugar. Mas para já não é uma preocupação”, afiançou, anotando que "mais vale estar só do que mal acompanhada", já que a vida, sublinhou, ensina o quanto é difícil saber escolher uma boa companhia.

“Quase sempre nos enganamos. Muitas vezes erramos forte e feio e outras vezes as pessoas acabam por se revelar em coisas das quais queremos distância.

Por essas e outras, prefiro ficar distante, só… com os meus filhos e amigos. Estou muito bem de saúde física e emocional”, observou.

Nesta fase da sua vida, ano em que completa 44 anos de idade, a frase adoptada é: “prefiro não me arriscar. Estou bem e em paz comigo mesma”.

Maria de Fátima, outra “jovem” mulher, também na casa dos 40, mãe de filho único, considerando-se “resolvida”, dona de seu próprio nariz, disse que de homem quer distância.

“Pretendentes há muitos. Mas amor e uma cabana passaram à história. Os homens são todos iguais. E, actualmente, encontrar uma pessoa que te completa, aceita as diferenças, respeita o espaço e liberdade… não quero ser pessimista, mas é muito difícil para não dizer impossível”, exteriorizou.

Desafiando-lhes a reflectir sobre a canção do Roberto Carlos “Esse cara sou eu”, tanto Dina, Fatinha e Deolinda acham a música muito romântica, porém, entre gargalhadas, dizem que esse cara não existe, pelo menos em Cabo Verde, pior ainda no Sal… ou se há está em vias de extinção.

“Roberto Carlos representa o extremo do romantismo. Casou várias vezes, se calhar a tentar buscar o caminho da felicidade. Ele pode ter sido esse cara… de muita gente, de muitas mulheres”, disse mais uma vez, entre risos.

Com experiencia de vida, neste dia especial, estas mulheres, como agora se usa dizer, “poderosas e vitaminadas”, recomendam os casais jovens e menos jovens a se amarem, respeitarem-se e, sobretudo, ser amigo um do outro para que o amor continue no ar.

“Não demonstrá-lo apenas no dia 14 de fevereiro, exibindo, hipocritamente, coisas que não existem. Todos os dias são dias de pessoas que se amam e se gostam”, concluem.

À semelhança dos anos anteriores, hotéis e restaurantes da praça propõem um jantar romântico mediante reserva, com menu especial ao som de música ao vivo, animada por vozes de artistas locais.

Comentários