O que vale um beijo

O ato de juntar os lábios numa entrega sem limites tem tanto que se lhe diga que dava para escrever um livro. Foi o que fizeram duas reputadas escritoras italianas.

«Um gesto de amor ou de amizade, uma forma de saudação ou um prelúdio das relações sexuais, o beijo tem múltiplos significados e torna a vida mais bonita», afirma a escritora e tradutora Francesca Albini. Em conjunto com Pinnucia Ferrari, escreveu o livro «Bacioterapia», um hit nas livrarias do seu país na altura em que foi lançado. Veja a galeria de imagens com o significado dos beijos que mais gostamos de dar.

Enorme sucesso em Itália, esta autêntica enciclopédia do beijo leva os leitores a viajar pelas suas origens e vantagens, passando pelos tipos de beijos e pela sua representação no cinema, literatura, música e até na cozinha. «Bacioterapia», publicado originalmente em 2008, é um guia que ensina a conhecer o beijo do ponto de vista científico, emotivo, psicológico e em todas as suas valências afetivas, culturais e sociais.

Beijos pré-históricos

Francesca Albini descreve o beijo como «algo que nasce do contacto dos lábios de uma pessoa com qualquer parte do corpo de outrem». Durante este contacto, «os lábios aspiram ligeiramente ar, criando um típico barulhinho», sublinha a autora. Tudo começou na pré-história, mas o primeiro testemunho escrito sobre este gesto data de 1500 antes de Cristo e tem algumas semelhanças com os beijos dos esquimós.

«Parece quase um modo de examinar e avaliar os odores e humores da outra pessoa e estabelecer se estão em sintonia com os nossos», explica a escritora. Mas afinal o beijo é um gesto que se aprende ou é instintivo? «Existem provas para as duas teorias», respondem as duas especialistas.

«A primeira está ligado à intimidade e ao sentimento de segurança que provém, por exemplo, do costume primitivo da mãe passar a comida pré-mastigada aos recém-nascidos, a segunda a uma espécie de exploração química do parceiro», assegura Francesca Albini. Veja a galeria de imagens de 15 beijos que fazem furor no Instagram.

Mais saúde

Que é viciante ninguém duvida, a não ser que nunca na vida tenha sido beijado com desejo, fulgor e intensidade. O beijo pode ser comparado à droga, pois quanto mais se beija, mais se deseja voltar a fazê-lo, com a vantagem de não ter os efeitos negativos daquela. Beijar chega mesmo a ser benéfico para a saúde, assegura.

«Faz acelerar o batimento cardiaco e queimar o dobro das calorias, dá uma sensação de bem-estar única devido ao aumento da produção das endorfinas (hormonas produzidas pelo cérebro e que são responsáveis pelo sentimento de tranquilidade e paz), tendo assim um efeito antidepressivo e de analgésico natural», confirma a escritora.

«Não existe nada mais bonito do que um idoso receber um beijo de afeto dos seus familiares», exemplifica, dizendo que um beijo pode apagar a solidão. Mas as vantagens continuam. «Beijar aumenta a salivação, logo combate a formação da placa bacteriana, e como envolve um grande número de músculos faciais dá firmeza e luminosidade à pele», afiança.

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