As diferenças que separam os casais

A demonstração de afetos, o sexo, as tarefas domésticas ou ainda os filhos... Aprenda a interpretar os diálogos e os monólogos da vida conjugal que geram afastamento.

É orgânico e não há nada a fazer. Os homens e as mulheres são diferentes, veem as coisas de forma distinta e vivem a vida de uma maneira também ela diferenciada. Pelo menos, apesar de algumas exceções, essa tende a ser a regra. Mesmo as pessoas que se consideram almas gémeas nem sempre coincidem nos pensamentos. Tal situação, com a convivência, acaba por afetar as rotinas diárias do casal.

Quintino Aires e Alcina Rosa, psicólogos clínicos, enumeram alguns exemplos e apontam soluções que vão facilitar, melhorar e até, nalguns casos, dar um novo rumo à sua vida conjugal.

A demonstração dos afetos

Mulher que é mulher gosta de se sentir amada e cortejada mas homem que é homem tende a desvalorizar a demonstração constante de afetos:

- Todos os dias (ou quase) digo ao meu parceiro que o amo

Se lhe repete muitas vezes «Amo-te», o seu companheiro tenderá a percecionar que, «se a palavra for dita isoladamente ele pode pensar que é dita sem sentimento», admite Quintino Aires. Melhore a sua relação e integre a palavra numa frase, dizendo-lhe algo como «Amo-te porque tu...». «Tenha o cuidado de construir frases que realmente se apliquem a ele em particular», adverte, contudo, o especialista.

- Todos os dias (ou quase) digo ao meu parceiro que a relação não está a funcionar

Se é este o caso, o seu companheiro tenderá a pensar algo como «Lá vem ela outra vez com a mesma conversa. Começo a ficar farto», adverte o especialista. «Guarde esta frase para quando não está mesmo a funcionar. E não se esqueça de explicar porquê e de exigir um tempo para os dois conversarem», sugere, em contraponto, o psicólogo clínico.

- Todos os dias (ou quase) digo ao meu parceiro que eu é que sei

Se repete diariamente esta frase, o seu companheiro tenderá a pensar algo como «É igualzinha à mãe dela. Mas o melhor é deixá-la falar e depois faço como quero», afirma Quintino Aires. Melhore a sua relação com uma nova abordagem. «Comece por perguntar a razão de ele afirmar ou fazer o que disse ou fez», diz.

«De imediato, apresente-lhe o seu ponto de vista», acrescenta ainda o especialista, habituado a comentar estes e outros temas em programas de televisão. No fim, pergunte-lhe algo como «Então como vamos fazer?», sugere ainda o psicólogo.

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