Em ano de balanço, a organização mostrou-se satisfeita com a edição que este ano teve lugar excecionalmente em outubro e durante a qual foram atribuídos 16 galardões, contudo, sem pôr em causa a continuidade do evento, salienta que “é tempo para refletir e pensar em como se pode dar a volta a alguns desafios que se colocam”.

A V gala Somos Cabo Verde arrancou na noite de sexta-feira, dia 18 de outubro, na cidade da Praia, e começou com o desfile de personalidades e convidados na passadeira vermelha. Por volta das 22h00, arrancou a entrega dos troféus que foi transmitida em direto na televisão nacional, TCV.

Numa noite dedicada à cultura cabo-verdiana, sob o lema “Somos um Só, em Prol da Cultura”, foram entregues 16 galardões e não faltaram palavras de agradecimento dos homenageados, com algumas gravações em vídeo, por ausência dos vencedores.

A associação Amigos das Ilhas, de S.Nicolau, arrebatou o prémio Solidariedade. Já a associação tarrafalense Delta Cultura conquistou o troféu de Voluntariado.

A startup ‘GEER – Otimização da Rota de Recolha’ conseguiu o prémio “Inovação e Empreendedorismo” e vai receber um prémio monetário do evento. Na categoria Empresarial venceu o veterano Patone Lobo, que já foi galardoado noutras edições do certame e que pediu um maior apoio efetivo aos empresários nacionais.

Ismael Silva, dos EUA, venceu na categoria Diáspora, uma das que funcionou por votação do público, e mostrou-se feliz pelo facto do evento reconhecer o contributo dos emigrantes cabo-verdianos para o país.

A modelo de Santo Antão Zuleica Eliana Veríssimo recebeu o prémio na categoria Moda, onde durante alguns anos a vencedora foi a também modelo internacional Alécia Morais.

Já na categoria Desporto a vencedora foi a ‘superatleta’ Maria Correia “Tchumamai”, que no seu vídeo de agradecimento recordou que foi com enorme orgulho que este ano teve oportunidade de representar o seu país em 3 modalidades: andebol, voleibol e basquetebol.

A escritora cabo-verdiana Dina Salústio não conteve a emoção na voz ao agradecer o prémio na categoria Cultura. Já quando chegou a vez do troféu para a Música, mais uma de votação popular, Dino D’Santiago venceu o prémio, mas pediu ao produtor Gugas Veiga para subir ao palco e dividir a distinção com ele.

Nas categorias dedicadas à Comunicação Social, Constança de Pina conquistou o troféu para Online, Nazaré Barros para TV (categoria tinha 3 nomeados da TCV), Emerson Pimentel, ausente em serviço, na categoria Rádio, e Sara Almeida, também ausente, venceu na categoria de Imprensa Escrita.

Gabriel Fernandes, reitor da Universidade de Santiago, foi reconhecido como o Homem do Ano. Apesar de ausente, o dirigente universitário deixou umas palavras de agradecimento em que afirmou que se sente como um ‘homem do quotidiano’ e reforçou a ideia de que é preciso apostar cada vez na educação.

Depois de alguns anos como júri, Maria Luísa Lobo, presidente da Fundação Aldeias Infantis SOS Cabo Verde, foi este ano a escolhida para ser Mulher do Ano. No final do seu discurso de agradecimento, a homenageada deixou alguns pedidos aos presentes: que apadrinhem uma criança das Aldeias Infantis SOS Cabo Verde, que plantem uma árvore e que ajudem a pôr em prática a nova Lei do Álcool.

A última distinção da noite ficou para o grupo de dança que conta com quase 30 anos de estrada, os Raiz Di Polon, que agradeceram em palco pelo reconhecimento da dança e pelo suporte que tiverem ao longo destas décadas.

O palco esteve sob o comando dos apresentadores Kathy Moeda, que se estreou no palco principal, e MC Bife, o anfitrião habitual desta cerimónia que inclusive foi surpreendido com uma homenagem no evento.

Numa noite abrilhantada pelos prometidos Duetos Improváveis atuaram perante a plateia Tony Fika e o rapper Trakinuz, Soraia Ramos e Blacka, Bitori Nha Bibinha e Dino D’Santiago e ainda uma surpresa: Cremilda Medina que fez a sua performance em homenagem ao falecido músico Vadu e interpretou o tema "Joana".

O encerramento da V edição do evento, que teve lugar no Hotel Praia Mar, aconteceu perto da 01 da manhã e coube aos Ferro Gaita com a dupla Rapaz 100 Juiz, que acabou por substituir o previamente anunciado Elji Beatzkilla, que por motivos familiares não pode estar presente.

‘Chegou a hora de refletir em como se pode dar a volta a alguns desafios’

“Nós demos o nosso melhor”, afirmou Margarida Conde da Artemedia Zwela com orgulho em jeito de balanço aos cinco anos do evento e acrescentou que ao longo destas edições foram homenageadas mais de 100 personalidades de Cabo Verde num certame que até então não existia no país.

Contudo, assevera que “é tempo para refletir e pensar em como se pode dar a volta a alguns desafios que se colocam”, entre os quais “a estrutura e a forma como (a gala) é passada a todos os cabo-verdianos”.

A representante agradeceu o apoio do principal parceiro do evento e acredita que não está em causa a continuidade da gala: “Acho que Cabo Verde precisa disto e nós fazemos para os cabo-verdianos. Esta gala é feita a pensar em Cabo Verde para homenagear as pessoas e por mais erros que aconteçam nas galas, nós temos de pensar no retorno que temos e agarrar nas críticas construtivas”.

“É tempo para refletir, para pensarmos bem em para onde queremos levar o Somos Cabo Verde”, conclui.

NOTÍCIA ATUALIZADA

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.