A “The World’s 50 Best Restaurants” não se destaca, propriamente, pela generosa distribuição de prémios ao universo feminino na cozinha. Neste prémio britânico de escala internacional, a presença de mulheres distinguidas na lista principal é escassa. Isso mesmo comprovou o anúncio, a 25 de junho, em Singapura, dos 50 melhores restaurantes para 2019, entre os quais encontramos o português Belcanto, de José Avillez.

Numa tabela dominada por homens, figuram cinco mulheres, Pía Leon (posição seis com o restaurante Central, em Lima, no Peru), Dominique Crenn (posição 35 com o Atelier Crenn, em São Francisco. Estados Unidos da América), Ana Roš (posição 38, com o restaurante Hiša Franko, na Eslovénia), Leonor Espinosa (posição 49 no restaurante Leo, em Bogotá, Colômbia).

Daniela Soto-Innes com o seu restaurante Cosme, em Nova Iorque, alcança a 23ª posição na mesma tabela. O restaurante para onde entrou em 2014, como protegida do chefe de cozinha Enrique Olvera, não está, como vemos pela posição relativa que ocupa na tabela, no lugar de primazia entre os estabelecimentos com cozinhas entregues a mulheres.

O destaque de Soto-Innes nos prémios de 2019 da “The World’s 50 Best Restaurants”, encontra-se num dos galardões paralelamente atribuídos, o de “Melhor Chefe de Cozinha Feminina do Mundo”. Prémio alcançado em anos anteriores por Clare Smith (2018), Ana Ros (2017),Dominique Crenn (2016), Hélène Darroz (2015).

Daniela Soto-Innes pratica no Cosme uma cozinha mexicana contemporânea, enquanto se prepara para abrir dois novos restaurantes em los Angeles: O Damian e o Ditroit.

Com 25 anos, Daniela já se destacava no panorama gastronómico ao receber, em 2016, o prémio “Rising Star Chef of the Year”, atribuído anualmente pela norte-americana James Beard Foundation.

Agora, com a atribuição do prémio a Soto-Innes, o The 50's World Best Restaurants, considera o restaurante liderado pela chefe de cozinha como uma "instituição cultural.

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