Esta jovem do bairro do Paiol, na Cidade da Praia, apresenta-se “simplesmente” como Mize Varela, “uma jovem à procura do sonho de marcar o seu tempo com a diferença dos produtos que vai desenvolvendo”.

Mize Varela trabalha com bijutarias, hand made, uma das suas “grandes paixões”.

“Em 2015 comecei a fazer colar chokers mas, apenas para o meu consumo. Com o passar do tempo, as minhas produções começaram a ganhar impacto no seio das minhas amigas e, também, na minha comunidade académica, chamando a atenção das meninas”, informou.

Sendo assim, Mize disse que se viu perante o desafio de, além de produzir para o próprio consumo, confecionar bijutarias como uma visão diferente, “mais empresarial”, com o objetivo de criar uma marca e ganhar algum com o seu trabalho.

“Passando meses ganhei o gosto pela coisa. Daí em diante não parei, passei a fazer os meus primeiros brincos “pompons”. Essas peças ganharam algum destaque. Foi uma febre e as meninas adoraram. Assim fui criando minhas próprias peças”, acrescentou.

Esta jovem diz não saber, ao certo, de onde vem a sua inspiração.

“Confesso que, às vezes, estou a pensar na vida e do nada algo me vem à cabeça e me inspiro nesse pensamento, a criação flui e nasce uma ou várias peças”, ajuntou.

Nesse exato momento “seria importante”, segundo a fonte, conseguir um financiamento para poder alargar a criação, investir na dimensão das produções e, talvez, abrir um espaço.

“Mas conhecendo a realidade da terra, vou fazendo as coisas da forma que me é permitida, em casa e recorrendo às redes sociais para poder chegar ao meu mercado”, disse Mize Varela, para quem Cabo Verde tem um “mercado pequeno”, com “algumas limitações”, mas “nada que a criatividade e o poder da persistência não resolvam”.

Esta artista já teve a oportunidades de também mostrar os seus produtos em exposições.

“Foi uma experiência muito boa e enriquecedora. Cada exposição é sempre uma aprendizagem diferente, sobretudo, porque permite-me estar em contacto com outros fazedores da arte, mas também, consigo estar perto daqueles que procuram os meus trabalhos”, disse.

Por agora, disse não ter nenhuma exposição agendada, que está “focada em produzir, até porque está a chegar a quadra natalícia, uma época de “muita procura”.

“No artesanato encontrei a fórmula para driblar o desemprego. Aqui quero aproveitar para dizer a todos os jovens que têm o dom para fazer algo que traga prazer, felicidade ou rendimento, que se dediquem de corpo e alma. Não haverá outro caminho que não seja pôr tudo o que temos ao serviço da nossa paixão. Os frutos virão, a seu tempo”,  finalizou.