Carlos Mendes, de 30 anos, mais conhecido por Zi, residente na localidade piscatória de Porto Mosquito, no concelho da Ribeira Grande de Santiago,  tem sido uma das figuras da localidade, por ser um artista de “mão cheia” que trabalha na produção artesanal, confeccionado sapatos de pele e outros vestuários.

Em entrevista à Inforpress, contou que o que mais gostava de fazer era costura, mas que dada às dificuldades, optou por ajudar o pai na busca de rendimento, saindo para o mar, aliás, uma actividade muito comum na região.

“Passado um tempo, a câmara municipal promoveu uma formação artesanal, na qual participei”, explicou.

Desde então, ganhou paixão pela arte e escolheu que “este era sim” a actividade que queria se dedicar e começou a produzir sapatos e outras peças de vestuários, com materiais locais, mas de boa qualidade.

No início, apontou, foi mais difícil, isso porque, prosseguiu, não tinha apoio para aquisição de equipamentos e materiais, mas, avançou, este contratempo nunca lhe tirou a vontade de seguir o sonho que traçara.

“Foi difícil, mas continuei trabalhando minhas peças”, vincou.

Ao fim de muita persistência, disse, conseguiu comprar uma máquina, montou uma empresa, e, desde então, produz e comercializa os produtos a vários pontos do país.

“A demanda é muito, inclusive tenho vários produtos que já vendi para exterior, tanto a nível de África, como para Europa e Estados Unidos”, salientou, sublinhando que além de sapatos faz também pulseiras, malas, bijuterias, entre outros.

Carlos disse que a aposta no artesanato mudou a sua vida, pois, anteriormente vivia no “mundo da rua”, abusando de “saídas e bebidas” que não lhe trouxeram nenhum benefício.

Hoje, aconselha os jovens a seguirem caminhos orientadores ao sucesso, passando a mensagem de autoconfiança e perseverança, sendo esses os dois primeiros ingredientes para qualquer sucesso.

“Estou sempre a motivar os jovens, porque já passei por situações semelhantes e hoje, graças a Deus, sinto-me bem comigo mesmo”, ressaltou.

Lembrou que a sua história se assemelha a de várias outras, entretanto o final, destacou, “cada um faz à sua maneira”, por isso, “todos devem seguir seus sonhos”, mesmo com a necessidade de ultrapassar as barreiras.

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