Jocelina Ferreira é uma mulher empreendedora apaixonada pela arte desde muito cedo. Formou-se em Arquitectura e Urbanismo na Argélia, país onde fez várias formações de capacitação na área de artesanato e onde trabalhou com artesãos locais.

Regressou a Cabo Verde em 2015 e deparou-se com uma lacuna no mercado artesanal e com o desemprego. Após três anos no arquipélago, em 2018, começou a implementar uma ideia de negócio nessa área, tendo nascido o projeto “Nharti”, uma página de produtos decorativos personalizados e “amiga do ambiente”.

“Nharti não foi algo que surgiu da noite para o dia. É um sonho desde a infância que se consolidou com o tempo. É o resultado da mistura de vários ingredientes diferentes: paixão pela arte, influência da Argélia, lacuna no mercado artesanal e o desemprego”, diz em entrevista ao SAPO.

Em março de 2019 criou uma página no Facebook denominada “Nharti”, onde divulga e vende as obras que produz.

A empreendedora recorda que na mesma altura participou no concurso de ideias Bootcamp Feminino no BIC (Business Incubation Center), tendo sido uma das vencedoras. “Ganhei mais confiança e o meu projeto começou a andar para frente”.

Luminárias em tubos de PVC, luminárias de garrafas, vasos de plantas e chaveiros são alguns dos produtos produzidos pela jovem empreendedora. “Tenho produtos novos como bijuteria, que foram uma solicitação dos clientes e a pintura vitral que pretendo lançar ainda este ano”, diz.

No que se refere aos preços, Jocelina diz que variam de acordo com o tamanho e o design. “Atualmente, os preços variam de 200 escudos, que é o preço dos chaveiros, a 20 mil escudos, que é o custo de uma luminária de PVC com design em padrão de Pano di Terra”.

Na produção das peças, Jocelina usa essencialmente material reciclado, como tubos de PVC provenientes dos desperdícios das obras, garrafas, frascos de vidro, pedaços de madeira, entre outros. “Quando o cliente pede algo que não tenho no meu ateliê, acabo por comprar matéria-prima”, salienta.

Questionada sobre como tem sido o feedback dos clientes, a empreendedora diz que tem sido “positivo”.

“Recebo muitos elogios e abraços de pessoas desconhecidas (isso antes da pandemia). Ficam admirados com o meu trabalho e há pessoas que não acreditam que realmente as peças são produzidas por mim”, diz a empreendedora que também tem trabalhado na sua área de formação.

Em março deste ano Jocelina tinha agendado uma exposição dos seus trabalhos, mas devido à pandemia Covid-19 a mesma foi adiada. “As vendas caíram drasticamente”, diz e explica que  o impacto da pandemia foi negativo na sua área de trabalho.

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