Selvagens ou domésticos, divinos ou diabolizados, temidos ou adorados, desde a antiguidade que os gatos marcam presença nos trabalhos criativos de milhares de artistas plásticos em todo o mundo. Na idade média, muitos retratavam-nos com expressões humanas. Mais tarde, Leonardo da Vinci chegou a desenhá-los. No British Museum, em Londres, pode mesmo ser visto um esboço da Virgem com um menino e um gato.

O estudo acabaria mesmo por inspirar "A Virgem e o menino com santa Ana", um painel pintado a óleo sobre madeira em Milão entre 1508 e 1513, que o pintor e inventor nunca concluiu, com um cordeiro a ocupar o lugar do gato. Ao longo dos séculos, artistas como Rembrandt, Paolo Véronèse, Francisco Goya, Jean-Baptiste-Siméon Chardin e até Andy Warhol retrataram o felino nas mais diversas correntes estéticas.

Gatos
Pintura de Francisco Goya/Museu do Prado

Nos dias que correm, também são muitos os pintores, os fotógrafos, os designers e os artistas visuais que recorrem aos gatos para criar arte, como é o caso da italiana Sabrina Boem, uma apaixonada por fotografia que adora felinos domésticos. Uma paixão que a levou a desenvolver o projeto fotográfico "Of cats and men" com voluntários do sexo masculino, que pode ver na galeria de imagens que se segue.

Ksenia é outra. Residente em São Petersburgo, na Rússia, a ilustradora começou a manipular imagens de deliciosas confeções gastronómicas, incorporando-lhes focinhos de felinos, os animais domésticos que mais adora. Aberta no fim de janeiro, a conta "Cats in food" é um êxito no Instagram, sendo atualmente seguida por quase 95.000 pessoas. A ideia, que pode ver de seguida, já se converteu num negócio lucrativo.

Também apaixonado por felinos, o norte-americano Andrew Marttila é um fotógrafo de gatos que consegue viver dessa paixão. No livros de fotografias "Cats on catnip", obra que lançou no passado dia 19 de junho, mostra-os, como pode ver de seguida, sob o efeito da erva-gateira, uma planta com propriedades medicinais. "Quando estão a comê-la ou a rebolar nela, transformam-se. Ficam hilariantes e superativos", justifica.