Com mais de três décadas em missão na saúde pública, dos quais 20 anos exclusivamente como enfermeira, Fátima Rodrigues sente-se “afortunada e reconhecida” pela única profissão que abraçou “até a morte”, por ter contribuído para salvar vidas humanas.

Reconhecida pela sua capacidade e brilho profissional, dada a forma como abraçou a carreira, que disse ser a sua vocação desde tenra idade e quiçá um “destino traçado”, Fátima Rodrigues já leva uma vasta experiência na área da enfermagem, “com zelo e elevada dedicação”, e considerou que herdou este talento, tanto pela veia paternal, como maternal.

Por ocasião do Dia Mundial da Enfermagem, que tradicionalmente se celebra hoje, considerou a Inforpress que a educação caseira e religiosa que teve desde o berço tem sido a base do sucesso da sua profissionalização, tendo revelado que ainda criança sempre privilegiou esta carreira junto dos amigos e posteriormente na sua adolescência.

Ao formar-se, aceitou a profissão desde os primórdios, a ponto de reconhecer que sempre teve boa aceitação, não só nos mais diversos sectores de saúde por onde tem deixado os seus préstimos, assim como na sua comunidade ou mesmo na Cidade da Praia, que o viu nascer em anos idos deste mês do Maio, como a sua imagem de marca.

Já prestou serviços em estruturas como Banco de Adulto, Bloco Operatório, e Pediatra Hospital Agostinho Neto, centros de saúde de Achadinha e de Achada de Santo António,  mas garantiu que, apesar de se sentir “muito a vontade” em todos os ramos de enfermagem, tem a sua imagem “indubitavelmente reconhecida” nos serviços de Pediatria, pois diz ter “um dom natural” para trabalhar com crianças.

Actualmente, a prestar serviços no Centro de Saúde de Ponta d’Água, esta enfermeira que abraçou a carreira ainda muito jovem, admitiu que trabalhar com crianças exige dos profissionais, mas que é “bem recompensada”, já que “contagia os profissionais com o sorriso e simplicidade”.

Nestes 32 anos de percurso, Fátima Rodrigues, que iniciou a carreira como auxiliar de enfermagem, nos inícios dos anos 80, apontou as epidemias e os surtos de cólera e diarreia, surgidas em Cabo Verde, assim como as doenças respiratória em “tempos frescos”, como os maiores desafios que enfrentou na carreira.

Paludismo, cólera e dengue estão na sua memória como as patologias que mais suscitaram cuidados redobrados, “sobretudo a quem trabalha com crianças”, pelo que considera a pandemia do novo coronavírus como mais um “grande desafio”, por ser uma “experiência inédita e nunca dantes confrontada”, e que exige uma “maior atenção” de todos.

Aconselhou a população a seguir as orientações das autoridades sanitárias neste combate à pandemia.

Fátima Rodrigues considerou a enfermagem uma “profissão nobre” que obriga os seus profissionais a estarem na linha da frente “com grande cuidado” nesta missão de salvar vidas, pelo que alerta a toda a classe a uma “reflexão ponderada”, não só sobre a efeméride, mas essencialmente sobre o melhor contributo para a classe.

Entende que a ocasião deve ser aproveitada para fazer jus aos ideais de   Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna, de modo a homenagear todos os enfermeiros do mundo e relembrar a relevância dos profissionais da enfermagem na prestação de cuidados de saúde à população em geral.

Reconhece a experiência que adquiriu junto dos mais experimentados como os enfermeiros D. Lídia, Sr. José, Alice Martins, D. Luisa, Júlio Aurora, Lúcio Veiga, Mário Carvalho, José de Pina e Isabel Barros, pelo que continua disposta partilhar o seu conhecimento com os estagiários, nesta profissão, de forma a aperfeiçoar os estudos com a prática.

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