Muitos dos filmes que chegam, todos os anos, às salas de cinema são, por norma, adaptações dos livros mais vendidos do mercado. Matt Stevens, um designer e ilustrador profissional, oriundo da Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, decidiu reinterpretá-los como se fossem livros antigos. Apaixonado por cinema e por obras literárias, desenvolveu o projeto "Good movies as old Books", através do qual homenageia alguns dos seus filmes preferidos com capas feitas com ilustrações suas.

"Iniciei-o como um projeto pessoal no início do ano. Adoro cinema e andava à procura de algo que me permitisse explorar novos estilos de ilustração. Como gostei muito do processo e fiquei satisfeito com o resultado, decidi continuar", explicou recentemente em entrevista. "O projeto ganhou vida própria e fiquei empolgado por continuar a explorar novas ideias e reinterpretar filmes da minha vida pelos quais tenho um profundo carinho", refere ainda Matt Stevens. A inspiração surge de diferentes formas.

Por vezes, o artista foca-se num dos filmes da sua preferência e tenta idealizar a capa a partir das memórias que guarda da narrativa. Noutras, o processo é inverso. "Vejo um livro antigo com um estilo que me agrada e tento encontrar um filme na minha lista que pareça adequado", desabafa. O método criativo tem início no papel, com um esboço, como sucede com a maioria das obras artísticas desde os tempos mais remotos. Depois, Matt Stevens recorre a ferramentas digitais, programas informáticos como o Procreate, o Adobe Photoshop ou o Adobe Illustrator.

Usa aquele que, no seu entender, é capaz de produzir o melhor efeito ou conseguir o melhor estilo. O feedback ao seu trabalho, que pode ficar a conhecer na galeria de imagens que se segue, tem sido de tal maneira positivo que decidiu elevar o seu projeto pessoal para outro patamar e avançar para uma angariação de fundos no Kickstarter, uma plataforma de financiamento coletivo que visa apoiar projetos inovadores, para transformar as suas (re)criações num livro físico com uma centena das suas obras.

A quatro dias do fim do prazo, já conseguiu, através de 518 donativos, 35.002 dólares, mais do que os 30.000 dólares, cerca de 26.600 euros, de que necessita para concretizar a ambição que tem atualmente em mãos, impulsionado pelas reações que foi tendo através das redes sociais. "O projeto cresceu e eu tinha muitas pessoas a pedir-me impressões das imagens ou até, mesmo, um livro de arte que as reunisse. Foi daí que surgiu a ideia", justifica o ilustrador de Charlotte, que ainda tem capas por desenhar.

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