No dia de São Valentim, a Inforpress saiu às ruas e conversou com várias pessoas, de entre as quais casais de namorados, namorados que vivem em união de facto, recém-casados e casados há vários anos.

Domingas Gonçalves, Suzete Almeida, Dainira Gonçalves, Maurício Monteiro, Patrick Almeida, Kelvin Fernandes e Vanessa Lopes foram os que se disponibilizaram a falar com a Agência de Notícias Cabo-verdiana.

Durante a nossa reportagem, foi possível constatar que, enquanto para os casais que vivem em união de facto e para os que estão casados o dia dos namorados é um dia como outro qualquer, para alguns dos mais novos e que ainda estão no início do namorado, este dia é de demonstração de gestos de carinho e de amor através de troca de presentes, jantares românticos, entre outros.

Para a jovem Suzete Almeida, o amor deve ser cultivado e celebrado todos os dias e não apenas num dia.

Actualmente, defendeu, este dia está muito associado à troca de presentes, e muitos casais ficam constrangidos por não ter algo para oferecer à sua amada ou amado.

A seu ver, o que é importante é o amor e os casais têm 365 dias do ano para demonstrar e oferecer carinho a quem amam.

Para a nossa entrevistada, que está num relacionamento de 10 anos, não existem “receitas prontas” para a felicidade e para um relacionamento duradouro, no seu entender, cada casal deve descobrir os seus próprios meios para que a sua relação dure e para que sejam felizes.

“Eu vivo há 10 anos com o meu parceiro e acho que o que contribuiu principalmente para estarmos juntos ainda é o amor. O amor é um sentimento muito bom que une duas pessoas em torno de um mesmo objectivo, que é o de compartilhar a vida, incluindo tanto os momentos de alegria como os de tristeza”, enfatizou.

Uma outra jovem que falou com à Inforpress foi Domingas Gonçalves, casada há seis anos, e que no seu entender todos os dias são de celebrar o amor.

Para a mesma fonte, viver um relacionamento não é fácil, mas requer luta.

“O segredo para um relacionamento duradouro depende muito do que cada um está disposto a fazer para manter aquela relação. É uma luta diária, mas o que pode ajudar o relacionamento durar é o grau de comprometimento, de disponibilidade dos dois lados em ceder quando assim se justificar”, apontou.

Casado há 15 anos, Maurício Monteiro, de 37 anos de idade, é da opinião de que o amor deve ser demonstrado todos os dias, deve-se oferecer flores e outros presentes sempre que possível, e fazer com que a pessoa amada se sinta amada todos os dias e não num único dia.

O mesmo reconheceu que o casamento dá trabalho, pois, todos são humanos e cometem erros. Contudo, defendeu que é necessário lembrar que o casamento é a união entre duas pessoas e que, por mais próximos e parecidos que sejam, terão opiniões e gostos diferentes.

Para cultivar esse relacionamento de 15 anos e que gerou dois filhos, Maurício Monteiro revelou que o truque é manter as “boas atitudes” do começo da relação, nunca guardar mágoas, mudar a rotina e dividir sonhos e metas.

“Quando surgirem os desentendimentos e brigas, que são comuns a todos os casais, não guardo os sentimentos. Converso e tento esclarecer as coisas. Se algo ainda sobrar no coração, penso nos momentos bons e nas razões pelas quais nós nos unimos”, disse, acrescentado que é importante fazer o exercício constante de lembrar o porquê estão juntos e as razões que os levaram a decidir pela união.

Com dois anos de namoro e com um bebé a caminho, Dainira Gonçalves e Patrick Almeida divergem em relação ao simbolismo do dia de São Valentim.

Enquanto a jovem estudante defendeu que é um dia normal, o seu parceiro considerou que é uma data especial e que deve ser comemorada e celebrada com união e amor.

Entretanto, ambos defendem que para que um relacionamento seja promissor é necessário respeito mútuo, companheirismos, apoio mútuo, diálogo, lealdade, estar sempre presente nas horas difíceis e, principalmente, não deixar as coisas caírem na rotina.

Para o casal Kelvin Fernandes, de 23 anos, e a jovem Vanessa Lopes, de 18 anos, que vão comemorar esta data pela segunda vez, a “receita” para um relacionamento “saudável” é respeitar um ao outro acima de tudo, em qualquer circunstância e com muito amor.

Por fim, todos concordam que cada um tem a sua forma de amar e de demonstrar o seu amor, mas o mais importante para todos é conhecer a forma de amar de um e do outro para que juntos possam suprir as necessidades emocionais de cada, no sentido de manterem viva a chama do amor que os uniu.

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