Ilka Brühl nasceu com um problema genético raro. A displasia ectodérmica afetou-lhe a estrutura facial, provocando-lhe fissuras no rosto e deformações nas fossas nasais, assim como num dos seus sacos lacrimais. Depois de 10 operações e de uma infância marcada por episódios de bullying, pela vergonha pela sua condição e por uma baixa autoestima, a alemã fez uma descoberta que lhe mudou a vida, a fotografia.

Tudo começou em 2014 quando Ilka Brühl fez a sua primeira sessão fotográfica. "No caminho [para o fotógrafo], estive prestes a voltar para trás", recorda, contudo. "Estava tão apavorada… Achava que iriam rir-se de mim quando me vissem realmente", confessa a agora modelo. Esse primeiro contacto com a fotografia foi, no entanto, um dos pontos de viragem da sua vida, como hoje assume.

"Estar à frente das câmaras tem-me demonstrado que cada defeito [que temos] e que cada erro [que cometemos] fazem parte de nós e que não há mal nenhum nisso", acrescenta, admitindo que entregar-se, de corpo e alma, a esta nova carreira foi uma forma de autoterapia.

Hoje, Ilka Brühl é uma mulher poderosa e confiante, que serve de fonte de inspiração aos milhares de pessoas que a seguem nas redes sociais.

Com mais de 14.000 seguidores no Instagram e mais de 3.000 no Facebook, a modelo utiliza, sobretudo, estas plataformas para espalhar a sua mensagem de amor e de autoaceitação. "Todos somos bonitos, cada um à sua maneira", escreve a alemã. "Há apenas uma única forma de se ser feio, tendo uma personalidade feia", refere ainda. Veja, de seguida, algumas das fotografias que integram o seu portefólio.

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