1. Maior risco de qualquer tipo de cancro

Nas últimas décadas, a emissão de gases antropogénicos tem vindo a contribuir para a depleção do ozono estratosférico o que faz aumentar a incidência de cancro da pele, lesões oculares e diminuir a atividade do sistema imunitário.

2. Mais casos de malária e doenças infeto-contagiosas

O aumento da temperatura potencia a transmissão de doenças infecciosas transmitidas por mosquitos, como a malária que mata cerca de um milhão de pessoas por ano. As mulheres grávidas são mais vulneráveis à malária, devido a fatores fisiológicos (temperatura corporal, odor) e comportamentais (urinar frequentemente durante o período noturno).

3. Mais casos de malnutrição

O aumento de temperatura leva à carência de água, comprometendo em período de seca as colheitas de produtos agrícolas (vegetais, frutas, cereais, tubérculos, etc.), concomitantemente a redução de stocks de bens alimentares e o abastecimento dos mesmos, desencadeando o aparecimento de situações de malnutrição, com o consequente aumento de doenças infeciosas, em particular nas crianças.

4. Mais doenças gastro-intestinais

A falta de água nos sistemas de distribuição leva, ainda, ao consumo de água contaminada e ao comprometimento dos normais procedimentos de higiene, o que contribuirá como foco de transmissão de doenças gastrointestinais. Os vírus e as bactérias transmitem-se através da água e dos alimentos contaminados e causam diarreia severa a crianças, suscetibilidade a outras doenças infeciosas e eventualmente a morte. Cerca de 2,2 milhões de pessoas morrem anualmente por doenças do foro gastrointestinal.

5. Maior risco de mortalidade global

O aumento de temperatura em 0,75º.C tem vindo a afetar a saúde em muitas sociedades, designadamente através de ondas de calor, inundações e tempestades, provocando mortos e feridos. Estima-se que na Europa a mortalidade aumenta 1 a 4% por cada aumento de um grau de temperatura acima de um determinado limiar.

6. Maior instabilidade social

Em caso de seca, ocorre instabilidade social, insegurança alimentar, fome e a longo prazo surgem problemas de saúde. Quando o período de seca se arrasta por muito tempo, surgem carências em combustíveis, alimentos e água, conflitos, imigração, aumento da pobreza, aumento do risco de incêndio, diminuição da capacidade de aquisição de combustíveis e da acessibilidade aos cuidados de saúde.

7. Mais casos de asma e alergias

As temperaturas extremas, designadamente as ondas de calor, e a poluição atmosférica contribuem substancialmente para o aparecimento de patologias cardiovasculares e respiratórias, afetando mais as crianças e os idosos. As temperaturas elevadas induzem o aumento dos níveis de ozono e poluentes atmosféricos, as alterações da sazonalidade dos pólens e o aumento de outros alergénios com influência sobre o aparelho respiratório, desencadeando crises de asma.

8. Mais casos de comida contaminada

A falta de água leva à seca, que se agrava com a elevação da temperatura atmosférica, aumentando a evaporação da água de superfície e derretendo os glaciares. O degelo de glaciares pode transferir poluentes químicos para a cadeia alimentar marinha, contaminando a fauna e flora dos oceanos.

9. Maior desidratação da população

Os idosos e as crianças são os mais afetados pelas ondas de calor. O envelhecimento diminui a tolerância ao calor, a sede é sentida mais tarde, a sudação é atrasada e o número de glândulas sudoríparas é reduzido. A sua fraca perceção da sede origina situações de desidratação. Por outro lado, o risco de co-morbilidades e disfunções físicas e cognitivas aumentam, obrigando ao reforço das medicações.

10. Mais golpes de calor

O golpe de calor ocorre quando o corpo não consegue controlar a sua própria temperatura. Os mecanismos de sudação falham e a temperatura sobe rapidamente, podendo em 10 / 15 minutos atingir os 39 graus Celsius, situação que pode causar a morte ou deficiência crónica se não for tratada de forma célere.

11. Maior risco de doença pulmonar e cancro do pulmão

O fumo é composto por várias substâncias e o componente mais nocivo são as pequenas partículas que tornam difícil a respiração ou ativam o reflexo da tosse. Estas, também podem agravar patologias cardíacas ou respiratórias pré-existentes.

12. Aumento das variações de temperatura

O impacto da temperatura na saúde é condicionado pelo nível de humidade, ou seja, uma humidade relativa abaixo de 30% aumenta o risco de infeções respiratórias, enquanto uma humidade relativa superior a 65% aumenta o risco de reações alérgicas e doenças respiratórias. Abaixo de 12ºC são esperados efeitos severos na saúde. Este é o limiar a partir do qual, podem ocorrer problemas de saúde fatais (doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral e o enfarte).O excesso de mortalidade no Inverno, resulta em 50-70% dos casos de patologia cardiovascular e em 15-33% dos casos, de doenças respiratórias.

13. Mais casos de esgotamento

Sabe o que é um esgotamento provocado pelo calor? Existe e pode acontecer devido à perda excessiva de líquidos e sal pela sudação, sendo especialmente grave nos idosos e hipertensos.

14. Mais incêndios

Os incêndios afetam a saúde humana através do fumo ou dos gases de combustão produzidos. A forma como o fumo influencia a saúde é determinada por uma série de factores, tais como: a duração do tempo de exposição, a quantidade de ar inspirado, o estado de saúde de quem está exposto e a concentração de fumo no ar. O fumo é composto por várias substâncias - dióxido de carbono, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, ozono, ácido crianídrico - e o componente mais nocivo são as pequenas partículas que tornam difícil a respiração ou ativam o reflexo da tosse. Estas, também podem agravar patologias cardíacas ou respiratórias pré-existentes.

15. Maior stress ecológico

Os riscos para a saúde são decorrentes de fatores de stress (ondas de calor, inundações, desidratação no local de trabalho), da perturbação do equilíbrio ecológico (alterando os padrões das doenças infeciosas), da disrupção dos ecossistemas dos quais a humanidade está dependente (consequências sobre a saúde resultantes da falta de alimentos) e da deslocação da população resultante da carência de recursos (água, campos férteis, pesca).

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