O refrão do hino “Qilai, Qilai, Qilai!” (“Levanta-te, Levanta-te, Levanta-te!”) ecoou entre os arranha-céus da cidade onde vivem 11 milhões de habitantes, mas cujas ruas têm estado desertas e praticamente silenciosas uma vez que se procura evitar o contacto com outras pessoas que possam estar infetadas.

Outros gritaram “Wuhan, luta!” numa espécie de incitamento à união em espírito numa altura em que mais de 50 milhões de pessoas em Wuhan e cidades próximas estão de quarentena, obrigadas a manterem-se de quarentena e sob medidas de controlo de doenças.

O novo coronovírus, cujos primeiros sintomas são parecidos com os de uma gripe, foi inicialmente detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

O vírus já provocou a morte de pelo menos 106 pessoas na China e infetou mais de 4.000.

As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infetada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 08 de janeiro.

Um primeiro caso confirmado de contaminação com este vírus foi registado na Alemanha esta segunda-feira, o segundo país afetado da Europa, depois de França.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.

As pessoas infetadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

O Governo chinês decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

Alguns países, como Estados Unidos, Japão, França, Alemanha e Portugal, estão a preparar com as autoridades chinesas a retirada dos seus cidadãos de Wuhan, onde também se encontram duas dezenas de portugueses.

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