De acordo com um comunicado divulgado pela tutela, citado pela agência France-Presse, este terceiro caso, um “parente próximo” de um dos outros dois diagnosticados, estava “sob investigação” e “acaba de ser confirmado”.

As três pessoas estiveram na China e estão hospitalizadas em Bordeaux e Paris, com medidas de "isolamento". O ministério anunciou que para cada um dos casos diagnosticados foi iniciada uma “investigação epidemiológica”.

A ministra da Saúde francesa, Agnes Buzyn, admitiu o surgimento de mais casos.

O novo vírus, que causa pneumonia, foi detetado na China no final de 2019 e já provocou a morte a pelo menos 26 pessoas.

No território continental chinês há registo de mais de 800 pessoas infetadas e cerca de 1.000 casos suspeitos, tendo sido confirmados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos e França.

As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto "mais crítico" no que toca à prevenção e controlo do vírus e colocaram em quarentena, impedindo entradas e saídas, três cidades onde vivem mais de 18 milhões de pessoas — Wuhan, onde começou o surto, e as vizinhas Huanggang e Ezhou.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde anunciou a ativação dos dispositivos de saúde pública de prevenção, enquanto o Centro Europeu de Controlo de Doenças elevou para “moderado” o risco de contágio na União Europeia, continuando a monitorizar a situação e a realizar avaliações rápidas de risco.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde, reunido na quarta e quinta-feira, optou por não declarar emergência de saúde pública internacional, embora reconheça que há esse risco.

Os primeiros casos do coronavírus “2019 – nCoV” apareceram na cidade de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, no centro da China, quando começaram a chegar aos hospitais pessoas com uma pneumonia viral.

Os sintomas associados à infeção causada por este novo coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

Dados preliminares, divulgados pela revista médica The Lancet, apontam algumas semelhanças entre o novo coronavírus e o coronavírus que esteve na origem da Síndrome Respiratória Aguda Grave, identificada pela primeira vez na China há mais tempo.

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