A informação foi avançada pelo diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências de Saúde, Fernando Simón, em conferência de imprensa, após a reunião diária do Comité de Acompanhamento de Coronavírus, presidido pelo ministro da Saúde, Salvador Illa.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Dos 32 casos, dois já tiveram alta, existindo, no entanto, oito casos positivos na Comunidade Valenciana, seis nas Ilhas Canárias e outros seis na Andaluzia, cinco em Madrid, três na Catalunha, dois em Castela e Leão, um nas Ilhas Baleares e outro em Aragão.

“Não se está a planear fazer novas recomendações, iremos acompanhar de perto e avaliar as opções de ação caso o cenário mude; se for necessário mudar em duas horas, isso será feito, dois dias ou em duas semanas, caso contrário, não será feito”, salientou Fernando Simón.

Questionado sobre uma possível suspensão de eventos como Las Fallas, festa típica da cidade de Valência, ou jogos de futebol, o responsável da saúde pública descartou que, no cenário atual, essa suspensão não foi levantada, embora seja decidido no momento e tendo em conta que “cada situação exige as suas especificidades”.

“Se na Itália os jogos são realizados à porta fechada, não faria sentido que milhares de adeptos viessem a Espanha”, afirmou Simón, embora insistisse que “Espanha não está a adotar nenhuma medida de distanciamento social e controlo de massas”.

“Quando se tomam medidas, são avaliadas”, acrescentou.

Fernando Simón recomendou, em caso de suspeita de contágio, a ligar para o número de emergência 112 em vez de ir a uma clínica ou a um centro de saúde.

“Os casos que temos novos são importados e, embora o volume seja maior de notificações”, existem apenas três casos de pessoas que foram infetadas em Espanha e dos quais é feita uma investigação exaustiva, dois de Madrid e um paciente de Sevilha.

“O facto de a origem dessas infeções ainda não ter sido identificada não implica que não possa continuar com o mesmo nível de contenção”, concluiu Simón.

O Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados reportados por meia centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram.

Além de 2.788 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França, Hong Kong e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

Veja em baixo o mapa interativo com os casos de coronavírus confirmados até agora

Se não conseguir ver o mapa desenvolvido pela Universidade Johns Hopkins, siga para este link.

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