Em declarações à Inforpress, a propósito do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala a 01 de Dezembro, a secretária executiva do Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCS/Sida), Celina Ferreira, que alerta pela necessidade de uma maior intervenção junto desta camada populacional, afirmou que as mulheres mais atingidas são as que vivem em condições económicas de muita “vulnerabilidade”.

“Daí a nossa preocupação em realizar várias intervenções no sentido de minimizar os problemas e de torná-las mais activas e integradas na resposta ao HIV/Sida”, disse, indicando que o CCS/Sida vem trabalhando com a rede de parceiros e estruturas públicas com actividades de esclarecimento e de conhecimento direcionadas às mulheres.

Segundo Celina Ferreira, o CCS/Sida está a trabalhar junto de pares de educadores que intervém, sobretudo nas ilhas com maior prevalência, no sentido de desenvolverem acções de aumento de conhecimento, de meios de prevenção e de acesso a serviços de HIV/Sida.

Face a esse aumento, a secretaria executiva do CCS/Sida apontou na sua declaração a necessidade de maior atenção na prevenção, no diagnóstico e tratamento da população feminina.

“Em qualquer centro de saúde do país há tratamento disponível e gratuito para todos quanto necessitam, assim com uma equipa multifacetada para atender os utentes com qualidade”, ajuntou, sublinhando que nas comunidades existem acções de sensibilização para que as pessoas possam dirigir aos centros de saúde.

E, tratando-se do facto de Cabo Verde ser um meio pequeno, aquela responsável referiu-se sobre a existência ainda, de estigmas e discriminação, pelo que o CCS/Sida tem pautado por desencadear programas de informação que habilitam as pessoas pela questão dos direitos.

Lembrou também que Cabo Verde tem, neste momento, em revisão a lei que permita que as pessoas tenham acesso, independentemente da sua orientação, aos serviços.

Para além destes, acrescentou que a nível do sector de saúde existe um programa de doenças de transmissão que também trata a coinfecção tuberculose/VIH.

A par disso, declarou que a situação no país “é satisfatória com ganhos significativos” tanto na prevenção, despistagem, segurança transfusional, acesso ao tratamento antirretroviral, ambiente legal e apoio psicossocial.

Em Cabo Verde, a prevalência do VIH na população geral diminuiu passando de 0,8% para 0,6%, sendo que nos homens passou de 1,1% para 0,4% e nas mulheres de 0,4% para 0,7%, segundo o II e III IDSR.

Na população como os usuários de drogas, as profissionais de sexo, os homens que fazem sexo com outros homens, e pessoas com deficiência, segundo dados, observa-se uma prevalência que vai de duas a seis vezes maior do que na população geral.

No país são diagnosticados, anualmente, uma média de 300 novos casos de VIH, cerca de 16 mil fazem testes HIV através de estratégicas fixa e móvel, mais de 2.600 pessoas vivendo com VIH beneficiam de um seguimento regular por parte dos serviços de saúde, dos quais 2.500, estão em fila activa de tratamento antirretroviral.

O III IDSR indica que 100% das grávidas seropositivas têm acesso a tratamento antirretroviral o que permite o país esteja na meta de eliminação e almejando a certificação de eliminação do VHI de mãe/filho em 2020.

Nas vésperas da celebração do Dia Mundial de Luta contra a Sida, que se comemora sobre o tema “Comunidades, faz a diferença”, Celina Ferreira apela a um engajamento forte de todos para que juntos o país possa atingir a eliminação e pôr fim a epidemia.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.