Este “ganho”, conforme Elísio Silva, está a ser conseguido também pelo facto de os testes estarem disponíveis na delegacia de Saúde e ainda nos centros da ilha para serem feitos diariamente e de “forma gratuita”.
O aumento é confirmado pelas estatísticas, avançadas pela mesma fonte à Inforpress, que mostram que em 2016 se chegou a 24, 2 por cento (%), número que em 2017 cresceu para 27, 2 e agora em 2018, somente nos dois primeiros trimestres, já atingiram 23 por cento (%).
“O que mostra que São Vicente está a fazer para diagnosticar a sua população e cada vez mais as pessoas estão a tomar consciência que ter conhecimento da doença que possuem não é mau é bom”, advogou, adiantando que “quanto mais cedo tiver conhecimento, mais cedo se pode fazer tratamento e assim maior é o tempo e a qualidade de vida.
“Porque o VIH não é uma doença da morte como muitas vezes as pessoas pensam”, sustentou Elísio Silva, que nos 14 anos de medicina disse ter conhecido pessoas, que estavam diagnosticadas antes disso e até agora “vivem normalmente”.
Para além disso, é de se vangloriar, ajuntou, o facto de se ter aumentado o número de testes feitos anualmente em homens, que têm “aderido mais” e ainda pelo “feito” de 50% das pessoas, que estão diagnósticas em São Vicente como doentes com VIH estarem a fazer tratamento com antirretroviral.
“Isso já é muito bom, mas claro que o nosso objetivo é chegar a todas as pessoas seropositivas, que estão doentes e assim atingir a estratégia 90 90 90”, reforçou, referindo-se ao “compromisso global” de que, até 2030, 90% de todas as pessoas vivendo com VIH conheçam seu estado, 90% das pessoas diagnosticadas recebam terapia antirretroviral e que 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral suprimida e não mais possam transmitir o vírus.
Aliás, esta é uma das informações que estão a ser passadas no evento realizado hoje na Delegacia de Saúde para assinalar o Dia Internacional de Luta contra o VIH, que se comemora neste sábado, 01 de dezembro.
“Nós estamos a comemorar esse dia, mas para mim é uma luta diária, lutar contra esse flagelo tem que ser diário”, lançou Elísio Silva, para quem “cada delegacia de saúde, unidade sanitária de base, cada centro e cada pessoa devem estar informados e passar informação na comunidade que estão inseridos”.
Neste sentido, vários profissionais de saúde, segundo a mesma fonte, estão a chamar a atenção dos utentes desta instituição sobre alguns temas, como comportamentos de risco associados ao VIH, diagnóstico, tratamento e adesão, hábitos nutricionais saudáveis, prevenção contra VIH e outras doenças sexualmente transmissíveis e outras.
Além de receber informação, os utentes podem, nesta sexta-feira, fazer os testes de VIH/Sida, este diagnóstico que, conforme o delegado de Saúde, está disponível em qualquer centro de saúde de “forma gratuita”, assim como as consultas e o tratamento com antirretrovirais.
LN/ZS
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