A Esclerose Múltipla (EM) é diagnosticada a partir de uma combinação de sintomas e da sua evolução, com recurso a exames complementares de diagnóstico, como a ressonância magnética, entre outros.

A patologia não ocorre com a mesma frequência em todos os países do mundo. A EM afeta especialmente as pessoas de raça branca, na Europa, América do Norte e Austrália.

Será provocada por um vírus?

Houve várias investigações sobre as possíveis ligações entre a EM e alguns vírus contraídos na infância. No entanto, até ao momento, não foi encontrada evidência científica suficiente nesse sentido. Sabe-se que a EM é, até certo ponto, hereditária, embora também neste campo não haja certezas concretas.

Existe um quarto fator muito importante: o sistema imunitário. Pensa-se que a EM é uma doença auto-imune. Nestas doenças, o sistema imune volta-se contra o organismo e em vez de atacar os inimigos do exterior, como vírus e bactérias, ataca o próprio corpo humano, provocando reações inflamatórias.

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Principais sintomas da doença:

Fadiga: A fadiga é um sintoma muito frequente. Manifesta-se periodicamente e pode durar meses.

Neurite óptica: Trata-se de uma inflamação do nervo óptico. Durante um ou dois dias poderá queixar-se de visão turva e embaciada. Por vezes poderá sentir dor atrás do olho, que aumenta quando o roda.

Perda da força muscular nos braços e pernas: Muitas pessoas com EM perdem força muscular durante o curso da doença. A perda pode variar entre destreza reduzida (os dedos deixam de funcionar bem) até à paralisia. A perda de força muscular pode ocorrer não só em ataques temporários, mas também como um processo progressivo sem recuperação.

Alterações da sensibilidade: A sensação de encortiçamento nas pernas, pele irritada, formigueiro ou picadas são sintomas comuns que podem ocorrer em várias partes do corpo.

Dor: A EM pode ser acompanhada por vários tipos de dor. Afeta muitas vezes um dos nervos da face causando dores faciais, um estado conhecido como nevralgia do trigémeo.

Alterações urinárias e intestinais: Ocasionalmente as pessoas com EM podem ter dificuldade em urinar ou em esvaziar completamente a bexiga.

Problemas sexuais: Surgem especialmente quando existe dificuldade em controlar a bexiga ou os intestinos ou houver alterações de sensibilidade. Homens que tenham EM podem ter dificuldade em manter a ereção. Na mulher, a EM provoca muitas vezes perda de sensibilidade nos órgãos sexuais, dores na penetração, incapacidade de atingir um orgasmo ou redução da lubrificação vaginal.

Equilíbrio: O cerebelo é uma parte do cérebro que controla todos os movimentos que fazemos e, se necessário, corrige-os. Na presença de EM, esta região do cérebro é afetada. Distúrbios neste órgão podem levar à dificuldade em manter o equilíbrio ou a coordenação. Podem surgir dificuldades como caminhar ou agarrar de forma correta numa caneta.

Alterações cognitivas: Podem surgir dificuldades de concentração, raciocínio e problemas com memórias recentes, em especial em pacientes que sofrem de EM há bastante tempo.

Alteração de humor e depressão: A depressão é comum na EM, sobretudo como reação psicológica à doença.

As informações têm a validação científica da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla.

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