A informação foi avançada, esta quinta-feira, no Porto Novo, pelo representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Mariano Salazar, que se encontra em Santo Antão, onde participa nas primeiras jornadas de saúde nesta ilha, promovidas pela região sanitária.
Mariano Salazar explicou que será a oficialização da primeira fase desta rede, que vai sediar-se no Mindelo e cuja criação contou com o engajamento dos presidentes das câmaras de São Vicente, Porto Novo, Paul e da Ribeira Grande de Santo Antão.
“Será oficializado o primeiro capítulo da rede com os municípios de São Vicente e Santo Antão, que se estenderá, posteriormente, ao resto do país”, avançou o representante da OMS em Cabo Verde, que acredita que essa iniciativa contribuirá para uma abordagem dos problemas da saúde pública que, atualmente, afetam o arquipélago.
Esta iniciativa coloca Cabo Verde “no mapa mundial, em estreita interação” com a rede das cidades saudáveis da Europa e com o apoio da OMS e da rede das cidades saudáveis de Portugal e do Instituto de Saúde Pública português, adiantou ainda Mariano Salazar, para quem o arquipélago será, “neste sentido, uma referência” na região africana da OMS, como acontece em outras questões de saúde pública.
A rede das cidades saudáveis funcionará como “uma plataforma institucional” onde as autarquias possam propor ao Governo políticas que promovam cidades saudáveis e seguras em Cabo Verde.
A rede tem por finalidade promover cidades saudáveis, tanto do ponto de vista de saúde, mas também de segurança, urbanística, ambiental, cultural e desportiva.
Igualmente, a 14 de abril, Mindelo receberá a cerimónia de lançamento da Unidade de Promoção da Iniciativa Nacional da Saúde, segundo aquele responsável, que anunciou ainda a entrega, na próxima semana, ao Governo de Cabo Verde, por parte da OMS, da declaração formal sobre o fim da epidemia de malária, no país.
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