Os dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família da Índia referem ter sido detetados 12.459 novos casos de infeção pelo novo coronavírus só nas últimas 24 horas, elevando o número total de infetados para 1.531.669.

Do total de infetados, 34.193 pessoas já morreram, 768 das quais nas últimas 24 horas.

Com uma curva de infeção ainda fora de controlo, o segundo país mais populoso do mundo - com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes -, detetou mais de meio milhão de casos desde 17 de julho, altura em que a Índia já ultrapassava um milhão de infetados.

O país multiplicou ainda por quase seis o número de infeções registadas desde o início de junho, quando o Governo decidiu começar a levantar as restrições do confinamento.

O Governo indiano sublinha, no entanto, a baixa taxa de mortalidade, que ronda 15 vítimas por milhão de habitantes, e destaca a taxa de recuperação de 64,5%, com mais de 988.000 doentes já curados, e a sua estratégia de testes.

Segundo dados do Conselho de Pesquisa Médica da Índia, foram realizados 17,7 milhões de testes até agora e estão a ser feitos mais de 400.000 por dia.

Embora algumas regiões tenham voltado a impor confinamentos parciais, como a cidade oriental de Calcutá, o Governo central ainda não se pronunciou.

O executivo terá, no entanto, de se pronunciar ainda esta semana, já que a fase dois de ‘desconfinamento’ termina em 31 de julho.

Até lá, o Governo terá de decidir se deve continuar a reduzir as restrições - que nesta fase afetam apenas as atividades que concentram um grande número de pessoas, como teatros, ginásios ou o metropolitano - ou voltar a impô-las a partir de agosto.

A região indiana mais afetada pela pandemia é o oeste de Maharashtra, com 391.440 casos e 14.165 mortes, com incidência especial nos bairros mais pobres da capital local, que é também a capital financeira do país: Bombaim.

Nesses bairros de lata, conhecidos como 'slums', 57% da população foi exposta ao coronavírus, segundo dados da primeira fase de um estudo realizado pelas autoridades locais.

A maior incidência nos ‘slums’ “pode dever-se à densidade populacional e ao facto de os habitantes terem menos acesso a medidas de higiene e partilharem várias instalações, como por exemplo as casas de banho”, explicou um dos investigadores do estudo, Sandeep Juneja.

Um outro estudo indicou, na semana passada, que, em Nova Deli, o segundo território mais afetado pela pandemia na Índia, com 132.275 casos e 3.881 mortes, 23,48% dos seus quase 18 milhões de habitantes foram expostos ao coronavírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 654 mil mortos e infetou mais de 16,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A Índia é o terceiro país do mundo em número de infetados, depois dos Estados Unidos (com 149.085 mortos e quase 4,3 milhões de infetados) e do Brasil (88.539 mortos e mais de 2,4 milhões de infetados).

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