Uma das principais preocupações dos pacientes de medicina estética é o envelhecimento da pele, sobretudo na zona inferior da face e pescoço. Este envelhecimento da pele é caracterizado por algumas mudanças que incluem relaxamento muscular, rugas profundas, perda de contorno mandibular, acumulação de gordura e alargamento do ângulo cervicomental. 

Existem muitos procedimentos estéticos com o objetivo de retardar os efeitos do envelhecimento, da exposição excessiva ao sol, e de outros fatores que contribuem para um indesejável relaxamento da pele e seu envelhecimento precoce. 

Aparelhos que utilizam radiação eletromagnética, como o laser, a luz e a radiofrequência estão a ser clinicamente usados para reverter os sinais de envelhecimento da pele. O lifting facial cirúrgico continua a ser o procedimento mais procurado para tratar o envelhecimento precoce, mas apresenta algumas desvantagens como riscos pré-operatórios, recuperação lenta, e outras complicações. 

Os pacientes exigem um tratamento de rejuvenescimento da pele, menos invasivo e com resultados significativos. Estão cada vez mais bem informados, e esperam resultados quase imediatos após a realização de um procedimento estético, com um tempo de recuperação reduzido e preferencialmente com o menor número de sessões possíveis.  O principal objetivo da maior parte das tecnologias de rejuvenescimento é estimular o organismo a produzir novo tecido. Para atingir este objetivo é necessário um estudo minucioso das condições necessárias para otimizar a recuperação e o processo de cura.

O novo tratamento

Há muitas publicações que demonstram que a RF (radiofrequência) é um procedimento base para o tratamento da pele relaxada, dado que o calor permite a revitalização do colagénio. 

O Profound é um dispositivo de microagulhas com uma plataforma de radiofrequência que usa a temperatura como feedback para criar lesões faccionadas na pele reticular onde a concentração de colagénio é francamente maior. O tratamento consiste em aplicar um conjunto de microagulhas na camada superficial da pele; a energia de radiofrequência é transmitida através da secção distal de cada par de microagulhas, aquecendo o colagénio da pele. O arrefecimento da pele é feito durante o tratamento através do próprio aplicador.

Zonas térmicas fracionadas são criadas na derme, sem qualquer impacto para a epiderme, o que estimula a recuperação, a remodelação da derme, a formação de nova elastina, colagénio e ácido hialurónico, resultando numa visível melhoria da pele.

O Profound, assim se chama o tratamento, foi desenvolvido para aumentar a eficácia e a previsão de resultados em tratamentos não cirúrgicos. Os estudos e publicações demonstram que existe uma nova produção de volume dérmico apenas 10 semanas depois de uma única sessão. E após seis meses de tratamento, a reposta é de 100% no que diz respeito às rugas e de 95% no que diz respeito à flacidez.

Este procedimento é realizado sob anestesia local, com o objectivo de eliminar o desconforto durante o tratamento, e os pacientes estão aptos a voltar à sua vida normal 24 horas depois. Nos dias após o tratamento pode ocorrer um pequeno edema generalizado, que passa num período de 1 a 5 dias. 

Esta plataforma é composta por dois manípulos: o dermal que aquece a pele, danificando as camadas superiores da pele (1 a 2mm), e promovendo a regeneração de colagénio, da elastina e do ácido hialurónico na pele. O subQ, como o nome indica, actua na camada mais profunda da pele (de 2,9mm a 5,8mm)  e tem como principal objectivo  reduzir o volume da pele nas zonas indesejadas.

Este tratamento pode também ser usado para tratar os sulcos nasolabiais e maxilares, as papadas e as áreas abaixo do queixo. Também podem ser tratadas zonas dos braços e das pernas.

A tecnologia desenvolvida pelo aparelho Profound permite-nos prever resultados positivos com a maior segurança e confiança.

Um artigo da médica Virginia Benitez Roig, especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva.