O Departamento Norueguês de Saúde e Assuntos Sociais recebeu a missão de apresentar um projeto experimental que permita identificar os pacientes que poderiam ser beneficiados por este programa, refletir sobre a forma de aplicação e calcular o custo.

"Esperamos que isto represente uma solução que permita dar (...) uma qualidade de vida melhor a alguns dependentes que atualmente estão fora do nosso alcance e àqueles que os programas atuais não ajudam de modo suficiente", explicou o ministro da Saúde, Bente Høie, na sua página do Facebook.

A Noruega tem uma das taxas de mortalidade por overdose mais elevadas da Europa, com 81 vítimas fatais por um milhão de habitantes em 2015, atrás apenas de Estónia (132 por milhão) e Suécia (88), segundo o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

Adotado ou testado na Suíça, Holanda e Dinamarca, o uso medicinal da heroína é polémico, mas os defensores da medida alegam que, além de melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade, permite reduzir a criminalidade  os custos associados.

Os primeiros tratamentos por injeção de heroína devem ser testados no país nórdico a partir de 2020, segundo o ministério da Saúde.

Até 400 pessoas podem ser beneficiadas pelo programa, segundo o jornal Aftenposten.